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CEO do BB (BBAS3) dá recado a investidores: 'Quem tem, mantenha; quem não tem, compre'

Dependendo da situação do banco em 2026, poderá haver a possibilidade de dividendos extraordinários, segundo o CFO Geovanne Tobias

A presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, enfatizou que a redução no payout é uma fase temporária (Divulgação)

A presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, enfatizou que a redução no payout é uma fase temporária (Divulgação)

Juliana Alves
Juliana Alves

Repórter de mercados

Publicado em 15 de agosto de 2025 às 14h01.

Última atualização em 15 de agosto de 2025 às 16h32.

O Banco do Brasil encerrou o segundo trimestre com queda de 60% no lucro líquido e com um retorno sobre patrimônio (ROE) de 8,4%. Mas a presidente do banco, Tarciana Medeiros, reforçou a confiança na melhora dos resultados nos próximos trimestres e mandou um recado para investidores: "Quem tem, mantenha; quem não tem, compre", afirmou em conversa com jornalistas.

A revisão do payout, o percentual do lucro distribuído aos acionistas, foi uma das principais mudanças anunciadas junto com o balanço do segundo trimestre. O índice foi reduzido de 40%-45% para 30%, devido à expectativa de um desempenho mais fraco para 2025 e à pressão sobre o índice de capital e pelas mudanças regulatórias da Resolução 4.966. Essa revisão já era aguardada pelo mercado, dado o cenário desafiador que o banco está enfrentando.

O banco esclareceu que, em conformidade com a nova política de payout, os pagamentos de juros sobre o capital próprio referentes ao primeiro semestre de 2025 já foram realizados de forma integral em 21 de março e 12 de junho de 2025.

O CFO Geovanne Tobias destacou que o foco da instituição está na geração orgânica de capital e na recuperação da carteira de crédito, principalmente no segmento de agronegócio, que tem enfrentado um aumento significativo da inadimplência. Isso foi um dos fatores que levaram à redução do payout para 30%, e a expectativa é de que não haja pagamento extraordinário em 2025.

“A depender da situação do banco em 2026, podemos avaliar a possibilidade de pagamentos extraordinários, buscando sempre a melhor equação para o banco e seus acionistas”, afirmou Tobias.

Apesar da revisão do payout, o CFO destacou que o momento é favorável para o investidor que busca entrar no banco. "Hoje, o Banco do Brasil está sendo negociado a cerca de 60% do seu valor patrimonial. O dividend yield, que estava em torno de 10% a 11%, é de se esperar que caia, refletindo a queda no lucro do segundo trimestre, mas isso não significa que o banco não seja capaz de gerar resultados sustentáveis a longo prazo", comentou Tobias.

A presidente, por sua vez, enfatizou que a redução no payout é uma fase temporária. "Estamos passando por um ciclo que, eventualmente, será superado, e retornaremos ao patamar de rentabilidade que o Banco do Brasil sempre teve. Mesmo assim, este foi o quarto maior lucro da história do banco", destacou.

Para o CFO, o momento é excelente para quem deseja investir. "O yield pode não ser o maior, mas, se comparado a outras empresas, o Banco do Brasil está oferecendo 6% de yield. Isso ainda é uma boa remuneração para o investidor", afirmou.

Tarciana completou sua fala, reforçando que o banco está comprometido com seus acionistas e com a entrega de resultados sólidos. “O ano de 2025 é de ajustes e o de 2026 é o ano de recuperação. O pequeno investidor que confiou ao Banco do Brasil suas economias e expectativas de dividendos verá sua confiança ser honrada”, concluiu.

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