CCR (CCRO3) tem lucro líquido de R$ 291,3 milhões no 2º trimestre

No critério 'mesma base', quando são excluídos ativos que saíram do portfólio ou que acabaram de ser adicionados, houve uma queda de 51,8% do lucro, para R$ 171,8 milhões
CCR: A alavancagem da CCR encerrou o trimestre em 1,8 vez, praticamente estável sobre o período anterior. Um ano antes, o indicador marcava 2,3 vezes (Mauricio Simonetti/Pulsar)
CCR: A alavancagem da CCR encerrou o trimestre em 1,8 vez, praticamente estável sobre o período anterior. Um ano antes, o indicador marcava 2,3 vezes (Mauricio Simonetti/Pulsar)
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Estadão ConteúdoPublicado em 11/08/2022 às 20:18.

A CCR reportou lucro líquido de R$ 291,3 milhões no segundo trimestre, revertendo prejuízo de R$ 44 milhões em igual período do ano passado, informou a companhia em balanço enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nesta quinta-feira, 11. No critério 'mesma base', quando são excluídos ativos que saíram do portfólio ou que acabaram de ser adicionados, houve uma queda de 51,8% do lucro, para R$ 171,8 milhões.

De acordo com a superintendente de RI da CCR, Flávia Godoy, a queda no lucro mesma base decorre basicamente do aumento da taxa de juros e do estoque da dívida dos negócios que foram conquistados pela companhia. "Foi um trimestre forte", disse a executiva.

Em aeroportos, o avanço do tráfego foi de 243% sobre o segundo trimestre de 2021 e, no critério mesma base, de 91%. Já em mobilidade urbana, houve crescimento de 138% do tráfego e, no mesma base, de 61%.

Segundo a executiva, no trimestre o tráfego consolidado de rodovias da CCR cresceu 8,1%, impulsionado por veículos leves, embora o segmento comercial tenha registrado crescimento sobre uma base fortalecida.

De abril a junho, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado alcançou R$ 1,77 bilhão, alta de 25,7% sobre igual intervalo do ano passado. No critério 'mesma base', houve avanço de 21,5% do indicador, para R$ 1,44 bilhão.

A margem Ebitda ajustada ficou em 57,5% no trimestre, queda de 3 2 pontos sobre igual intervalo de 2021. No critério mesma base, houve recuo de 1,3 ponto.

A receita líquida (que exclui receita de construção) alcançou R$ 3,08 bilhões no segundo trimestre, alta de 32,7% na comparação anual. No critério 'mesma base', houve alta de 24,3%, para R$ 2 43 bilhões.

A alavancagem da CCR encerrou o trimestre em 1,8 vez, praticamente estável sobre o período anterior. Um ano antes, o indicador marcava 2,3 vezes. "O índice de alavancagem está bastante confortável", comenta Flávia.

O desempenho permite que a companhia continue avaliando oportunidades à frente, ressalta. A mais significativa é a 7ª rodada de concessões de aeroportos, programada para a semana que vem. "É uma oportunidade que a CCR está acompanhando bem de perto, mas como estamos no momento de concorrência, não consigo dizer qual lote devemos (dar lance)", destaca.

De abril a junho deste ano, os investimentos realizados pela CCR somados à manutenção, atingiram R$ 452,8 milhões (incluindo o ativo financeiro). Conforme balanço, as concessionárias que mais investiram no trimestre foram: ViaSul, Linhas 8 e 9 e ViaOeste.

Na ViaSul, houve desembolsos, principalmente, com duplicações em trechos da BR-386, recuperação de pavimento e implantação de dispositivos de segurança. Nas Linhas 8 e 9, houve desembolsos principalmente na revitalização de via permanente. Já os investimentos da ViaOeste foram focados na duplicação em diversos trechos da Rodovia Raposo Tavares.

Flávia reforça que a CCR segue com controle de custos bastante eficiente. No cenário macroeconômico, ela acredita que os juros já estão quase "no teto". "Nos parece que agora vamos ter um encerramento do ciclo de aumento da taxa de juros, acreditamos que já está no topo, o pior já ficou para trás, mas é claro que estamos acompanhando de perto."

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