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Braskem: 'águas mais calmas em 2021' e novas projeções no radar, diz BTG

Petroquímica tem cenário mais positivo com alta dos spreads de resinas, visibilidade sobre indenização em Alagoas e iminente acordo no México, escrevem analistas do banco

Braskem: valorização de 43% nas ações neste ano em decorrência de melhores resultados e perspectivas (Luke Sharrett/Bloomberg)

Braskem: valorização de 43% nas ações neste ano em decorrência de melhores resultados e perspectivas (Luke Sharrett/Bloomberg)

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Da Redação

15 de março de 2021, 11h36

Joia da coroa do que era o império Odebrecht, a Braskem (BRKM5) enfrentou um ano difícil em 2020, com desafios que foram além da pandemia: as incertezas sobre as indenizações em Alagoas e os riscos de sua operação no México ajudaram a tirar valor da petroquímica ao longo do ano. Mas a maré ao que parece está virando a seu favor.

"Vemos agora um cenário muito mais favorável", escreveram analistas do BTG Pactual em relatório distribuído depois da divulgação do resultado da companhia na última semana.

"Com os spreads [margens] de resinas em níveis recordes, a visibilidade crescente em provisões em Alagoas e o acordo com a Pemex [no México] finalmente no horizonte, vemos águas mais  calmas para a companhia em 2021."

Apesar de citarem o esperado aumento na produção global de resinas no médio prazo como um fator de preocupação, os analistas do BTG consideram que a relação entre riscos e recompensas melhorou para as ações da Braskem.

A recomendação para o papel se manteve como neutra, com preço-alvo de 28 reais em 12 meses, acima, portanto, do preço de fechamento da última sexta-feira, 12, de 33,73 reais. As ações acumulam alta de 43% neste ano (até a sexta).

"Planejamos atualizar as nossas estimativas em breve", encerram os analistas no relatório.