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Boom nas ações da China impulsiona demanda por supercarros

As vendas e a quantidade de clientes nas concessionárias nos últimos dois meses têm sido “as melhores já vistas” da McLaren na China


	As vendas e a quantidade de clientes nas concessionárias nos últimos dois meses têm sido “as melhores já vistas” da McLaren na China
 (Divulgação/McLaren)

As vendas e a quantidade de clientes nas concessionárias nos últimos dois meses têm sido “as melhores já vistas” da McLaren na China (Divulgação/McLaren)

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Da Redação

26 de maio de 2015, 11h52

Em um sinal de que o boom do mercado acionário da China está escancarando as bolsas dos ricos, a McLaren Automotive Ltd. disse que cresce a demanda por seus supercarros, como o cupê 650S, que custa 3,8 milhões de yuan (US$ 613.000).

As vendas e a quantidade de clientes nas concessionárias nos últimos dois meses têm sido “as melhores já vistas” da McLaren na China desde que a empresa entrou no país há 15 meses, disse David McIntyre, diretor regional da fabricante de veículos com sede no Reino Unido, sem revelar cifras específicas.

“As pessoas compram carros esportivos e supercarros quando se sentem confiantes”, disse McIntyre, em uma entrevista concedida na semana passada em Tóquio. “O mercado imobiliário se estabilizou, o mercado acionário cresceu e parece que as pessoas estão se sentindo confiantes de novo”.

Esses comentários sugerem que os fabricantes de bens de luxo poderiam figurar entre os primeiros beneficiários do mercado altista da China, já que o crescimento vertiginoso de 137 por cento do índice de referência Shanghai Composite Index em 12 meses ainda não conseguiu impulsionar os indicadores econômicos, como os preços ao consumidor e o total de vendas de veículos.

A demanda chinesa por supercarros, como Aston Martin e Rolls-Royce, caiu no ano passado em meio a uma campanha empreendida pelo governo para reprimir a corrupção e os gastos extravagantes em bens de luxo.

O total de vendas de veículos de passageiros do setor na China aumentou 7,7 por cento nos primeiros quatro meses deste ano em relação ao ano anterior, em comparação com aumentos de 9,9 por cento para o ano completo no ano passado e de 16 por cento em 2013.

A McLaren espera “pelo menos dobrar” as remessas na China no período de 12 meses depois de começar a vender localmente sua série esportiva – o 540C e o cupê 570S, que custa 2,6 milhões de yuan – disse McIntyre.


Modelo de US$ 1 milhão

A fabricante do supercarro P1, que custa US$ 1 milhão, começou a comercializar modelos para a estrada em 2011 e vendeu cerca de 140 na China no ano passado, segundo McIntyre. A McLaren tem onze salões de exibição no país e pretende abrir mais dois neste ano, embora não tenha decidido se expandirá a rede de concessionárias além desse número, disse ele.

No mês passado, a empresa apresentou no salão do automóvel de Xangai o cupê 540C, de 2,3 milhões de yuan, o modelo mais acessível de sua linha de produtos. A McLaren está recebendo reservas antecipadas para o modelo e pretende iniciar as entregas no começo de 2016.

Os índices de Xangai e Shenzhen na China superaram todos os outros grandes mercados acionários internacionais em termos de rendimento neste ano, e o declínio na média de preços de casas em 70 cidades acompanhadas pelo governo foi o menor em dez meses em março, depois que os responsáveis pela política econômica começaram a reverter quatro anos de restrições imobiliárias e a reduzir as taxas de juros.