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A Bolsa de Valores de Londres fecha com morte da rainha Elizabeth II?

Com a morte da soberana, começou o plano conhecido como "London Bridge", que determina o protocolo a ser respeitado nos próximos dez dias

Sede da Bolsa de Valores de Londres na City of London (Jason Alden/Bloomberg/Getty Images)

Sede da Bolsa de Valores de Londres na City of London (Jason Alden/Bloomberg/Getty Images)

Carlo Cauti
Carlo Cauti

8 de setembro de 2022, 16h09

A rainha Elizabeth II do Reino Unido faleceu nesta quinta-feira, 8, aos 96 anos no castelo de Balmoral, na Escócia.

Com a morte da soberana, começou o plano conhecido como "London Bridge", que determina o protocolo a ser respeitado nos próximos dez dias.

O plano determina também como deverão ser realizados os funerais da rainha, o luto oficial em todo o Reino Unido e a proclamação do novo rei, seu filho, agora Charles III.

Também inclui detalhes sobre o que acontecerá durante os dez dias após a morte da rainha, incluindo para onde seu caixão irá, como Charles passará seus primeiros dias como rei e como o primeiro-ministro abordará a notícia publicamente.

Bolsa de Valores de Londres fecha com morte da rainha Elizabeth II?

No caso da Bolsa de Valores de Londres, a mais importante da Europa, as contratações não serão interrompidas nesta quinta-feira, dia do falecimento de Elizabeth II.

No entanto, sob a "Operação London Bridge", a Bolsa de Valores de Londres fechará no dia do funeral da Rainha.

O funeral vai acontecer dez dias após a morte da soberana, quando a maior parte do país vai ter um dia de folga.

A princípio, a Bolsa de Londres vai ficar fechada somente por um dia, mas a imprensa britânica está relatando que o pregão poderia ser interrompido "potencialmente por vários dias".

Isso significaria que nenhuma negociação poderia ser realizada na Bolsa de Valores da capital britânica, potencialmente custando bilhões para o mercado.

Todos os dias são negociados na Bolsa de Valores de Londres cerca de 10 bilhões de libras (cerca de R$ 60 bilhões). O valor de mercado da bolsa é de 2,67 trilhões de libras, e seu faturamento anual é de US$ 6,5 bilhões de libras.

No dia da morte da rainha Elizabeth II, os principais índices de ações do Reino Unido fecharam em alta, graças também ao novo plano anunciado pela primeira-ministra recém empossada, Liz Truss, para combater os altos custos de energia sem impor imposto sobre lucros de petróleo e gás. O FTSE 100 subiu 0,3% e o mid-FTSE 250, mais focado no mercado doméstico, subiu 0,4%.