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Black Friday 2022: Sábado mostra recuperação e vendas online se aproximam de 2021

Faturamento no varejo virtual é apenas 4,3% menor, considerando somente o sábado, e reflete melhora em comparação à sexta-feira

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Raquel Brandão

27 de novembro de 2022, 14h16

Depois de um desempenho fraco na quinta-feira e na sexta-feira de Black Friday , 24 e 25, o sábado veio como um sinal de recuperação para os varejistas on-line, segundolevantamento da Confi.Neotrust, empresa de inteligência de dados com foco em varejo on-line, em parceria com a ClearSale. A data é considerada uma das mais importantes para o setor, e a expectativa era de que poderia gerar um volume de vendas maior que em 2021, dando fôlego ao resultado das empresas, especialmente as grandes varejistas como Magazine Luiza (MGLU3), Via (VIIA3) e Americanas (AMER3).

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O sábado de Black Friday registrou mais de R$ 1,2 bilhão em transações, 4,3% a menos do que em 2021, mas igualando-se a 2020. O tíquete médio ficou empatado com um ano antes, em R$ 571,15.O total de pedidos teve uma queda de 4,4%, em relação ao mesmo dia do ano anterior, e atingiu a marca de 2,2 milhões. Para o levantamento, as empresas consideraram as transações realizadas no dia 26 de novembro, da meia-noite até 23h59, com base nos clientes.

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Embora ainda reflita quedas, o sábado foi uma retomada, já que nos dois dias anteriores a receita de vendas caiu mais de 30% em comparação a 2021.Em quantidade de produtos vendidos, sábado ficou apenas 1,4% menor do que em 2021, com 5,8 milhões de itens.Além disso, a quantidade de itens por compra também superou ao de 2021, com média de 2,6 produtos por pedido, algo próximo a 3,1% maior que 2021.

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"Sábado foi o melhor dia do período da Black Friday em termos de variação de faturamento sobre o ano anterior. Percebemos a recuperação de algumas categorias que não foram bem na sexta-feira, como telefonia, automotivo e eletroportáteis, e crescimento em categorias que já estavam bem, como beleza e perfumaria, games e alimentos e bebidas", diz em nota a heda de inteligência da Confi.Neotrust, Paulina Dias.

Para o Head de estratégia de mercado da ClearSale, Marcelo Queiroz, os resultados de sábado comprovam a diluição da Black Friday em todo o mês, especialmente pelo impacto da Copa do Mundo.Vale lembrar que a seleção brasileira estreou no torneio na quinta-feira, 24. "Estava esperando uma Black Friday estendida com sabor de Copa do Mundo. Provavelmente, essa quantidade de pedidos bem aproximada vem muito por conta da categoria de Alimentos e Bebidas, que foi a terceira com mais pedidos. É um impacto que se tem, pois muito dificilmente alguém compra só uma bebida ou só um snack, por exemplo”, comenta o executivo.

Ao analisar o mês de novembro, Marcelo Queiroz complementa: “As variações foram bem menos intensas do que somente na sexta-feira de Black Friday." Na comparação com 2021, o faturamento do varejo on-line caiu 28%, para R$ 3,1 bilhões, se olhados os números só de sexta-feira. Mas, olhando para os números desde1 de novembro até o dia 26, às 23h59, o faturamentou chegou a R$17,7 bilhões, algo cerca de 8% menor que 2021. Já a quantidade de pedidos chegou próximo a 35,8 milhões, cerca de 7% a menos.

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Categorias que mais cresceram

De acordo com o balanço, as categorias que mais faturaram no sábado da Black Friday foram: Eletrodomésticos, Eletrônicos, Telefonia, Móveis e Moda e Acessórios. Já no número de pedidos o ranking muda: Moda e Acessórios, Beleza e perfumaria, Alimentos e Bebidas, Eletroportáteis e Utilidades Domésticas.

A categoria de Moda e Acessórios, que apresentou queda de faturamento na sexta-feira, terminou sábado com valor de vendas  igual ao 2021. Dentro do universo de Alimentos e Bebidas, o destaque foi o crescimento de carnes, aves e pescados. Já em eletrodomésticos, a categoria freezer foi bem.

Meios de pagamentos mais utilizados na Black Friday

Em relação aos meios de pagamentos durante o sábado de Black Friday os mais utilizados nas vendas on-line mantiveram a tendência do período, com destaque para o Pix, que assumiu o segundo lugar como método de pagamento mais usado: cartão de crédito (55,9%), seguido do PIX, com 16,2%,  e-wallet, cashback, débito e (15,2%); e o boleto bancário que permanece perdendo espaço, com 12,7%.

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