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Berkshire Hathaway (BERK34), de Warren Buffett, vende ações da fabricante de veículos elétricos BYD

Com a venda, a Berkshire Hathaway reduziu sua participação para 19,92%, de 20,49% do total de ações classe H da BYD

Berkshire Hathaway (BERK34) (Rick Wilking/Reuters)

Berkshire Hathaway (BERK34) (Rick Wilking/Reuters)

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Carlo Cauti

30 de agosto de 2022, 11h56

A Berkshire Hathaway (BERK34), holding do mega-investidor Warren Buffett, informou nesta terça-feira, 30, que vendeu 1,33 milhão de ações da BYD, a maior fabricante chinesa de veículos elétricos, por cerca US$ 47,15 milhões.

Com a venda, a Berkshire Hathaway reduziu sua participação para 19,92%, de 20,49% do total de ações classe H da BYD.

O documento enviado pela Berkshire Hathaway para a Bolsa de Valores de Hong Kong mostra a redução da participação de 20,49% para 19,92% do total de ações classe H da BYD.

A holding de Buffett montou sua posição na BYD em 2008, comprando 225 milhões de ações e obtendo uma participação de 7,73%, ou 20,49% das ações classe H. Na época, a Berkshire informou que pagou US$ 232 milhões pelas ações.

Em julho, já haviam rumores de uma venda de ações da montadora por parte da holding de Buffett, considerando que uma fatia de 225 milhões de ações na montadora entrou no Sistema Central de Compensação e Liquidação de Hong Kong, com o Citigroup (CTGP34) servindo como custodiante.

BYD registra forte crescimento e se torna maior produtora de carros elétricos do mundo

A BYD mais do que triplicou seu lucro no primeiro semestre em relação ao ano anterior. Em 2022, a empresa superou a Tesla (TSLA34) como a maior produtora de veículos elétricos do mundo.

As vendas da BYD nos primeiros seis meses do ano foram de 641 mil veículos elétricos, alta de mais de 300% em relação ao mesmo período do ano anterior. Enquanto as vendas da Tesla foram de 564 mil.

A montadora chinesa sediada em Shenzhen registrou uma alta de mais de 300% nas vendas em relação ao mesmo período do ano anterior. Um sinal claro do crescente domínio da China no setor automotivo.

A Tesla teve um segundo trimestre difícil na cadeia de suprimentos, com uma série de interrupções nas vendas na China depois que suas operações foram atingidas pelos lockdowns impostos pelo governo de Pequim para conter novos surtos do novo coronavírus (Covid-19).

A BYD acabou se beneficiando dessa situação pois a maioria de suas fábricas não está localizada nas regiões e cidades que sofreram as restrições mais severas.

A BYD também ultrapassou a LG da Coréia do Sul como a segunda maior produtora mundial de baterias para veículos elétricos, ficando atrás apenas da também chinesa Contemporary Amperex Technology, conhecida como CATL.