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Remy Sharp
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O Banco Central iniciou nesta terça-feira, 19, a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que deverá sacramentar o segundo corte da taxa Selic, hoje em 13,25%. A ampla expectativa é de um ajuste de 0,5 ponto percentual para 12,75%. O ritmo, segundo economistas de mercado, deve seguir o mesmo até o fim do ano, com a taxa encerrando 2023 em 11,75%. Em 2024, porém, deverá ser diferente. Essa é a perspectiva de Gustavo Arruda, chefe de pesquisa para a América Latina do BNP Paribas, que prevê aceleração do ciclo de cortes a partir do início do ano que vem.

"Para a decisão de amanhã, deve ser mais do mesmo: um corte de 0,5 p.p. e sinalizações de que a taxa se manterá em terreno restritivo por mais tempo. Mas deve haver condições para aceleração dos cortes a partir de janeiro", afirmou em entrevista coletiva.

Selic em efeito sanfona

A previsão do banco francês é de que o Copom encerre o ciclo de cortes da Selic em meados do ano que vem, com a taxa a 8,5%. A projeção é mais agressiva de que a do boletim Focus, que reúne o consenso de mercado e prevê Selic a 8,5% somente em 2025.

A taxa de 8,5%, segundo Arruda, colocará a Selic abaixo do que considera ser o "juro neutro" para economia brasileira, o que poderia tornar o câmbio mais volátil e suscetível à desvalorização do real.

"Esse 8,5% de Selic pode se provar baixo demais e fazer com que o  Copom passe a subir juros já em 2025", afirmou Gustavo Arruda. Isso, afirmou, porque as expectativas de inflação voltariam a desancorar em relação à meta devido à dinâmica fiscal mais expansionista. Esse ciclo de alta de juros, segundo o economista, deve levar a taxa Selic de volta aos dois dígitos já em 2025.

Impactos na taxa de câmbio

"A discussão de até quanto será saudável a queda da taxa de juros deve aumentar conforme a Selic se aproxima do patamar dos juros americanos. Quanto mais expansionista for o nível de juros no Brasil, mais depreciado tende a ser o real", disse. Mas Arruda alertou que outro fator pode beneficiar a moeda brasileira nessa história: uma eventual recessão da economia americana -- mesmo que branda.

"O juro de 8,5% no ano que vem não deve prejudicar tanto o Brasil porque os Estados Unidos deverão estar em uma leve recessão, o que deverá contribuir para a desvalorização do dólar no mundo. Atualmente, a moeda americana está muito cara em relação a qualquer ativo. O real pode se beneficiar do movimento global. Esse é o nosso cenário base.

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