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Bank of America lucra US$ 8,6 bi e tem melhor resultado em quase 20 anos

Receita com ações dispara 30% e leva área de mercados ao melhor nível em 15 anos, já indicadores de crédito melhoram e reforçam resiliência dos clientes

BofA: trading de ações lidera resultado no primeiro trimestre. (Paul Morris/Bloomberg/Getty Images)

BofA: trading de ações lidera resultado no primeiro trimestre. (Paul Morris/Bloomberg/Getty Images)

Ana Luiza Serrão
Ana Luiza Serrão

Repórter de Invest

Publicado em 15 de abril de 2026 às 10h40.

O Bank of America (BofA) entregou um resultado acima do esperado no primeiro trimestre, com lucro líquido de US$ 8,6 bilhões e ganho de US$ 1,11 por ação — acima da projeção de US$ 1,01.

É o maior lucro por ação do banco em quase duas décadas, segundo dados compilados pela LSEG e divulgados pela CNBC.

A receita somou US$ 30,43 bilhões, superando a estimativa de US$ 29,93 bilhões e avançando 7,2% em relação a igual período do ano anterior.

Esse crescimento da receita com juros, a maior atividade de clientes e um salto nas operações de trading foram algumas das principais responsáveis pelo desempenho do banco.

Onde o banco ganhou dinheiro

O BofA gerou US$ 15,9 bilhões na receita com juros, alta de 9% na comparação anual e acima dos US$ 15,67 bilhões esperados. O avanço reflete tanto o crescimento da carteira de crédito quanto o efeito de taxas mais altas.

Mas o destaque do trimestre veio mesmo das mesas de ações. Em meio à volatilidade global, a receita com trading de equities saltou 30%, para US$ 2,83 bilhões — cerca de US$ 350 milhões acima do projetado.

O movimento ajudou a levar a área de mercados ao melhor desempenho em 15 anos.

Nem tudo, porém, veio acima do esperado, já que a receita com renda fixa ficou em torno de US$ 3,5 bilhões, cerca de US$ 330 milhões abaixo das estimativas.

Banco de investimento tem tração

Houve, ainda, uma recuperação do banco de investimento. A receita da divisão foi de US$ 1,8 bilhão, alta de 21% em relação a 2025 e acima da previsão de US$ 1,73 bilhão, uma retomada gradual das atividades no mercado de capitais.

As divisões de varejo e gestão de patrimônio também registraram crescimento superior a 20% no lucro líquido, acompanhando a maior movimentação de clientes e a estabilidade das receitas com serviços.

Crédito melhora e reduz pressão

Do lado do risco, os números vieram melhores do que o mercado esperava. O banco separou US$ 1,3 bilhão para perdas com crédito, abaixo dos US$ 1,5 bilhão de um ano antes e cerca de US$ 190 milhões inferior às projeções.

A taxa de inadimplência líquida caiu para 0,48%, uma melhora de 0,06 ponto percentual, indicando que a qualidade da carteira segue sob controle.

O CEO do Bank of America, Brian Moynihan, destacou no comunicado que, apesar dos riscos no radar, o comportamento dos clientes segue sólido.

"Vimos uma atividade saudável, com consumo resiliente e qualidade de ativos estável",

O Morgan Stanley também superou as estimativas nesta quarta-feira, 15, e o JP Morgan contou com números acima do esperado, enquanto o lucro do Goldman Sachs cresceu.

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