Bank of America (BOAC34) registra queda de 44% no lucro líquido do 2T22

Assim como outros bancos americanos, o Bank of America também está começando a acumular reservas, se preparando a enfrentar uma possível alta da inadimplência
Sede do Bank of America (BOAC34) (Justin Sullivan/AFP/Getty Images/Getty Images)
Sede do Bank of America (BOAC34) (Justin Sullivan/AFP/Getty Images/Getty Images)
Carlo Cauti
Carlo CautiPublicado em 18/07/2022 às 08:19.

O Bank of America (BOAC34) divulgou nesta segunda-feira, 18, os resultados do segundo trimestre de 2022.

O lucro líquido do Bank of America foi de US$ 6,2 bilhões, em queda de 44% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando tinham sido de US$ 9,2 bilhões.

A receita no trimestre foi de US$ 22,7 bilhões, em alta em relação ao período abril-junho de 2021, quando tinha sido de US$ 21,5 bilhões, mas em queda em relação ao primeiro trimestre do ano, quando chegou a US$ 23,2 bilhões.

A receita superou ligeiramente as expectativas do mercado, que estava prevendo um resultado de US$ 22,6 bilhões.

As receitas com operações de juros aumentaram 22% para US$ 12,4 bilhões, impulsionada por taxas de juros mais altas e crescimento dos empréstimos concedidos pelo banco.

No caso das operações de varejo, o nível dos depósitos bancários cresceu 10%, chegando a superar o recorde de US$ 1 trilhão.

A receita sem as operações de juros caiu 9%, chegando em US$ 10,2 bilhões, refletindo principalmente o resultado mais fraco oriundo do mercado de capitais.

A provisão para dívidas duvidosas aumentou US$ 2,1 bilhões em relação ao mesmo período do ano passado, quando tinha sido negativa de US$ 1,6 bilhão, e chegou em US$ 523 milhões.

Bank of America (BOAC34) também se prepara para uma alta na inadimplência

Assim como outros grandes bancos americanos que já divulgaram seus resultados, o Bank of America também está começando a acumular reservas, se preparando a enfrentar uma possível alta da inadimplência, por causa da elevada inflação e da alta das taxas de juros, que poderiam provocar um recessão na economia americana.

Para o CEO do Bank of America, Brian Moynihan, o resultado mostra o "forte motor de crescimento orgânico" do banco.

"A sólida atividade de clientes em nossos negócios, juntamente com taxas de juros mais altas, impulsionou um forte crescimento da receita líquida de juros e nos permitiu um bom desempenho em um ambiente de mercado de capitais enfraquecido", salientou o executivo no balanço trimestral.

As ações do Bank of America estão caindo 0,31% nas negociações pré-mercado, mas caíram 28% desde o começo do ano até o pregão da última sexta-feira. Uma queda pior do que a registrada pelo índice que reúne os principais bancos americanos, o KBW Bank Index, que caiu 16%.