Bank of America (BOAC34) corta preço-alvo para ação da B3 (B3SA3)

Em relatório, o BofA analisou os resultados da B3 no primeiro trimestre de 2022, comparando-os com os resultados do ano passado
 (FABRICE COFFRINI/Getty Images)
(FABRICE COFFRINI/Getty Images)
Roberto Bodetti
Roberto BodettiPublicado em 08/07/2022 às 19:06.

O Bank of America (BOAC34) cortou o preço-alvo das ações do Brasil, Bolsa, Balcão (B3) (B3SA3).

Em relatório divulgado nesta sexta-feira, 8, o Bank of America analisou os resultados trazidos no primeiro trimestre de 2022 da B3, comparando-os com os resultados do ano passado e as previsões para 2023 e 2024.

A incorporação da Neoway pela B3, o volume médio diário de negociação (ADTV) para o futuro e uma previsão para a taxa Selic são alguns dos tópicos pontuados na análise.

No caso da compra da Neoway, o Bank of America espera "um ganho por ação estável em comparação ano a ano entre 2022 e 2021, já que taxas mais altas do que o esperado devem levar a volumes mais fracos do que o previsto, compensando ganhos financeiros mais altos".

A incorporação da Neoway, empresa líder em inteligência artificial (AI) e em análise de big data, realizada no primeiro trimestre de 2022, deve abrir caminho para que tecnologia e dados representem 18% do faturamento da B3.

Uma alta expressiva em relação aos 13% de 2021, e que deveria chegar para 19% e 21% em 2023 e 2024 respectivamente.

Além disso, o crescimento da receita deve melhorar em 2023, explicado pelos melhores volumes suportados pelos cortes da Selic, que devem ocorrer ao longo do primeiro trimestre de 2023, segundo os economistas do Bank of America (estabilizando em 10,5%).

"Esperamos um crescimento de +12%/+11% nos lucros em 2023 e 2024, à medida que aumentamos nossas estimativas de 2022 e 2023 em +1%/+6% e adicionamos 2024 ao nosso modelo", salientou o relatório do banco americano.

Pontos negativos indicados pelo Bank of America (BOAC34) sobre a B3 (B3SA3)

Por outro lado, entre os destaques negativos do relatório do Bank of America estão:

  1. os volumes de negociação que dependem das condições do mercado e do apetite de risco dos investidores e que, portanto, são difíceis de prever;
  2. os R$ 45 bilhões em responsabilidades legais, e decisões adversas que poderem limitar sua capacidade de pagamento de dividendos;
  3. as ameaças competitivas de potenciais novos entrantes e regulamentação;

Mesmo com esses pontos negativos, o Bank of America manteve a recomendação de compra para as ações da B3, indicando como acredita ainda que a Bolsa brasileira "fornece uma das melhores histórias de alavancagem operacional entre as financeiras não bancárias. Além disso, a empresa deve se beneficiar da volatilidade antes das eleições presidenciais de 2022".