Acompanhe:

Vamos conquistar uma fatia cada vez maior do mercado, diz CEO do Banco ABC (ABCB4)

A instituição financeira comemora os 15 anos desde a abertura de capital na B3 (B3SA3)

CEO do Banco ABC Brasil, Sérgio Lulia Jacob (Banco ABC/Exame)

CEO do Banco ABC Brasil, Sérgio Lulia Jacob (Banco ABC/Exame)

C
Carlo Cauti

Publicado em 1 de novembro de 2022, 05h43.

Última atualização em 1 de novembro de 2022, 15h20.

O Banco ABC BRASIL (ABCB4) completou nessa semana 15 anos desde a oferta pública inicial (IPO) na Bolsa de Valores de São Paulo.

O banco, controlado pelo Arab Banking Corporation, foi fundado em 1989 e se especializou em serviços para empresas de médio e grande porte, que representam atualmente 57% do volume de sua carteira de crédito.

Para o CEO do Banco ABC Brasil, Sérgio Lulia Jacob, o IPO foi uma grande ocasião para incrementar as operações e deixar a instituição financeira mais resiliente.

"Fizemos o IPO porque vimos uma oportunidade de crescer no mercado que conhecemos. Ele nos propiciou uma fonte adicional de capital, indispensável para o ganho de escala em um mercado tão competitivo”, salientou o executivo em entrevista exclusiva à EXAME Invest.

Lulia relembra como o IPO permitiu acelerar o crescimento, com os ativos que se multiplicaram 12 vezes, o lucro líquido 11,5 vezes e o número de clientes quintuplicou. "Esse capital também nos propiciou um ganho de governança. Somos controlados por um banco estrangeiro, que por sua vez é listado no Bahrain, e já gozávamos de uma autonomia de gestão muito grande. Então para o acionista-controlador saber que há outros acionistas traz mais conforto", disse o CEO.

Estratégia do Banco ABC (ABCB4) para capitalização e mix de clientes

Atualmente, o Banco ABC tem cerca de 40 mil investidores brasileiros, 70% do qual é pessoa física ou institucional, que nos últimos sete anos tiveram a opção reinvestir os dividendos no capital do banco. Algo que  elevou o Capital Social de R$ 450 milhões no momento do IPO para R$ cinco bilhões atuais.

"A taxa de crescimento do banco era maior do que o retorno sobre o capital próprio. E por isso ao invés de fazer follow-on a gente optou em levar adiante essa estratégia de capitalização", diz Lulia

No aspecto comercial, a estratégia implementada nesses anos pelo Banco ABC foi obtida em parte com a diversificação do mix de clientes, especialmente no segmento middle. Além disso, outro ponto que contribuiu para a melhora operacional foi a expansão de portfólio de produtos.

“Criamos novas unidades de negócio, atendemos novos segmentos de clientes, desenvolvemos outros canais de distribuição e expandimos nossa presença geográfica. Construímos uma plataforma maior, mais completa, mais diversificada e mais resiliente”, salientou Lulia.

O CEO do Banco ABC explicou que "quantos mais produtos tiver, um banco se torna mais relevante para seu cliente, e consegue um retorno maior".

"Lançamos uma série de produtos que aumentam a rentabilidade, corretora de seguros, comercialização de energia elétrica, entre outros produtos. Essa tendência vai continuar pois vamos sempre olhar quais são os produtos que fazem sentido para o banco, que a gente saiba fazer, e novos canais de distribuição no futuro vão ficar mais relevantes", explicou Lulia.

Sobre o futuro, o executivo disse acreditar no Brasil, mesmo se o país apresenta suas criticidades.

"Temos um grande mercado. A economia brasileira tem suas dificuldades, mas nosso setor privado é muito pujante. Quando fizermos comparações com outros países com um setor privado similar ao Brasil, não temos dúvidas nenhuma, temos muitos setores dinâmicos surgindo o tempo todo. Nossas fintechs, nossas agrotechs, nossas empresas de tecnologia são espetaculares. Estamos vendo bancos super poderosos mas que não são especializados nesse segmento. E nos queremos estar lá", salienta o CEO do Banco ABC.