2ª prévia da carteira de maio do Ibovespa: nova composição mantém a exclusão das ações ordinárias do IRB Brasil (IRBR3) e das classes especiais de Cyrela (CYRE4), Localiza (RENT4) e Axia Energia (AXIA7) (Patricia Monteiro/Bloomberg)
Repórter
Publicado em 16 de abril de 2026 às 11h28.
A B3, controladora e operadora da bolsa de valores do Brasil, divulgou nesta quinta-feira, 16, a segunda prévia da carteira teórica do Ibovespa para o período de maio a agosto de 2026, sem alterações relevantes em relação à primeira versão.
A nova composição mantém a exclusão das ações ordinárias do IRB Brasil (IRBR3) e das classes especiais de Cyrela (CYRE4), Localiza (RENT4) e Axia Energia (AXIA7).
O principal índice acionário da B3 reúne hoje 82 ativos. A partir de maio, a carteira contará com 79 ativos de 76 empresas. O número de ações negociadas não é exatamente igual ao total de empresas, porque o Ibovespa considera diferentes classes de ações de uma mesma companhia. Assim como na primeira prévia, nenhuma nova ação foi incluída no índice.
A nova carteira passa a vigorar em 4 de maio, enquanto a terceira e última prévia será divulgada em 24 de abril, antes da definição final da composição.
Entre os papéis com maior peso na segunda prévia estão as ações ordinárias da Vale (VALE3), com 11,518%.
Elas são seguidas pelas preferenciais do Itaú Unibanco (ITUB4), com 8,459%; e da Petrobras (PETR4) com 7,532%. O maior maior peso são das ordinárias da Axia Energia (AXIA3), que detém 4,463%. Em quinto estão as ordinárias da Petrobras (PETR3) com 4,346%.
Juntas, as ações preferenciais e ordinárias da estatal somam 11,87% de participação, pouco à frente da mineradora.
A carteira do Ibovespa é revisada a cada quatro meses — em janeiro, maio e setembro — com base, principalmente, na liquidez dos ativos, critério que determina a capacidade de compra e venda das ações no mercado.
Além da versão definitiva, a B3 divulga três prévias ao longo do processo para dar previsibilidade a investidores e gestores sobre possíveis ajustes nas carteiras.
O Ibovespa reúne os papéis mais negociados da bolsa brasileira e serve como principal referência para produtos como ETFs, contratos futuros e opções, funcionando como um termômetro do desempenho do mercado acionário do país.