Virada na Europa: bolsas aprofundaram perdas
Colaboradora na Exame
Publicado em 5 de março de 2026 às 15h25.
A recuperação das bolsas europeias registrada na véspera, 4, não se sustentou. Nesta quinta-feira, 5, os principais índices do continente fecharam em queda diante da escalada das tensões no Oriente Médio, envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.
Bolsas: ações globais recuperam fôlego após volatilidade. (Getty Images)
O IBEX 35, da Espanha, recuou 1,38%, aos 17.237 pontos, após Madri se recusar a permitir que forças norte-americanas utilizassem bases militares no país para ataques contra o Irã. A decisão provocou reação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que ameaçou impor retaliações comerciais. “Vamos cortar todo o comércio com a Espanha. Não queremos mais nada com a Espanha”, afirmou Trump na terça-feira, 2.
No fechamento, o índice pan-europeu Stoxx Europe 600 caiu 1,4%, aos 604,31 pontos, devolvendo os ganhos registrados no início da sessão. Em Frankfurt, o DAX recuou 1,61%, aos 23.774,09 pontos; em Londres, o FTSE 100 perdeu 1,45%, aos 10.413,94 pontos; e, em Paris, o CAC 40 cedeu 1,49%, aos 8.045,80 pontos.
No mercado de commodities, os preços do petróleo voltaram a subir diante do risco de escalada do conflito na região. O Brent, referência global, avançava 3,7%, para US$ 84,44 por barril. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, subia 6%, a US$ 79,17 por barril.
A atenção dos investidores permanece voltada para o Oriente Médio, onde os confrontos se intensificaram nas últimas 24 horas. Israel lançou nesta quarta-feira, 4, uma nova rodada de ataques contra Teerã, e o ministro da Defesa israelense afirmou que o país pretende “esmagar” as capacidades militares do regime iraniano. Os Estados Unidos, por sua vez, disseram ter destruído 17 embarcações iranianas e atingido cerca de 2.000 alvos ligados ao Irã.
Em meio à escalada do conflito, o Irã também enfrenta incertezas políticas após a morte do aiatolá Ali Khamenei. Clérigos responsáveis pela sucessão avaliam a possibilidade de indicar Mojtaba Khamenei, filho do líder religioso, para assumir o posto de líder supremo do país.