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Ata do Copom e Grécia ainda na mira dos mercados na próxima semana

Documento deve ser termômetro do ciclo de alta dos juros prometido para as próximas reuniões
 (EXAME.com)
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Mirela PortugalPublicado em 01/05/2010 às 20:33.

São Paulo - Uma semana depois da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), as discussões em torno da Selic ainda serão o ponto alto da agenda econômica do começo de maio. A ata da terceira reunião do BC do ano, que será divulgada na próxima quinta-feira (8), pode indicar se o ritmo de ajuste no juro será mantido em 0,75 ponto percentual ou diminuído para 0,5 p.p.

"No texto devem estar as pistas do aumento aguardado para a reunião de junho", avalia Ricardo Binelli, analista da Petra Personal Trader. "Além disso, iremos atualizar o cenário da atividade inflacionária traçado pelo BC, comparado com a primeira reunião, quando a taxa foi mantida", explica.

Ainda no Brasil, a agenda trará na segunda-feira a balança comercial de abril e, na sexta-feira, o IPCA  (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) referente ao mesmo período.

Grécia

A semana começa mais cedo para os mercados mundiais, que assistirão no domingo a reunião extraordinária do Eurogroup, cúpula dos ministros das finanças dos 16 países da Zona do Euro. 

A mesa discutirá a crise grega e pode confirmar a ajuda bilionária ao país, antes que sua fragilidade contamine os vizinhos. Apesar disso, exigências mais rigorosas de países como a Alemanha podem dificultar as conversas. O país exige medidas mais efetivas para redução do déficit como garantia de pagamento da ajuda.

Outro destaque da semana são os números do Relatório de Emprego americano, que serão conhecidos na sexta-feira (7). O indicador deve  reproduzir os bons números de março, diz Daniela Cunha, economista da Renascença Corretora.

"As vagas virão positivas, porém distorcidas pelas ocupações temporárias geradas pelo recenseamento do país. O desemprego precisará de uma leitura mais cuidadosa e menos empolgada", alerta. No último mês foram criados 162 mil postos de trabalho nos Estados Unidos e a taxa de desemprego se manteve em 9,7%.