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As duas bolsas da Prada: grife pode lançar ações na Itália e ter listagem dupla

Atualmente a companhia tem ações negociadas na bolsa de Hong Kong; papéis acumulam baixa de 22% no ano

Prada: segunda listagem seria na bolsa de Milão (Harrods/Divulgação)

Prada: segunda listagem seria na bolsa de Milão (Harrods/Divulgação)

Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 14 de novembro de 2025 às 06h00.

Apesar das especulações que circulam há anos, a grife italiana Prada segue disposta a buscar uma dupla listagem. No entato, a marca de luxo não pretende se comprometer com uma data até que o momento esteja “a seis meses de distância”, afirmou o diretor financeiro (CFO) Andrea Bonini em entrevista à CNBC.

Os questionamentos sobre a possível operação ganharam força em 2022, quando Paolo Zannoni, da Prada, disse à Bloomberg que a ideia estava na mesa, embora não fosse prioridade. Agora, Bonini afirmou que o movimento “será o passo certo em algum momento”. Atualmente, as ações da companhia, que acumulam queda de 21,7% no ano, são listadas em Hong Kong. A segunda listagem seria na bolsa de Milão.

Segundo o CFO, a empresa vê valor na estratégia de dupla listagem, mas só deve assumir um cronograma quando ele estiver a seis meses da execução.

O setor de luxo como um todo enfrenta uma desaceleração após o boom impulsionado pela pandemia de Covid-19 e a posterior perda de tração na demanda chinesa. Ainda assim, Bonini avalia que o segmento está “se estabilizando”, o que pode abrir espaço para uma retomada do consumo.

O grupo Prada registrou 19 trimestres consecutivos de crescimento, sustentado pelo desempenho excepcional da Miu Miu, marca voltada ao público jovem.

No início deste ano, a Prada também adquiriu a Versace da Capri Holdings, por US$ 1,375 bilhão, movimento que, segundo Bonini, sinaliza um ciclo contínuo de consolidação no setor de luxo.

Em outra frente, a Prada prepara uma transição de liderança para Lorenzo Bertelli, filho de Miuccia Prada, que deverá substituir o atual CEO, Andrea Guerra, embora ainda sem prazo definido. Segundo Bonini, a presença simultânea dos fundadores, da segunda geração e de executivos externos garante estabilidade, consistência e maior integridade criativa às marcas do grupo.

"Se olharmos para o que aconteceu no espaço criativo no último ano, ter essa continuidade é uma grande vantagem e traz forte integridade às marcas”, concluiu.

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