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Americanas: ação sobe 17% com pedido de saída da recuperação judicial

A empresa afirmou mais cedo que cumpriu as principais obrigações previstas no plano de recuperação judicial dentro do prazo legal

Ações das Americanas: os papeís da companhia avançavam 17,67%, cotados a R$ 6,06, após a companhia informar ao mercado que pediu à Justiça o encerramento de sua recuperação judicial (RJ), iniciada em 2023 (Leandro Fonseca/Exame)

Ações das Americanas: os papeís da companhia avançavam 17,67%, cotados a R$ 6,06, após a companhia informar ao mercado que pediu à Justiça o encerramento de sua recuperação judicial (RJ), iniciada em 2023 (Leandro Fonseca/Exame)

Publicado em 26 de março de 2026 às 11h16.

As ações das Americanas (AMER3) abriram as negociações nesta quinta-feira, 26, em forte alta.

Às 11h05, os papéis da companhia avançavam 17,67%, cotados a R$ 6,06, após a companhia informar ao mercado que pediu à Justiça o encerramento de sua recuperação judicial (RJ), iniciada em 2023. A empresa afirmou mais cedo que cumpriu as principais obrigações previstas no plano dentro do prazo legal.

O pedido foi protocolado em 25 de março de 2026 na 4ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro. Se aprovado, marcará o fim de um dos maiores processos de reestruturação já vistos no Brasil.

A recuperação começou após a companhia revelar um rombo contábil que levou a uma dívida de cerca de R$ 43 bilhões. A RJ serve para permitir que empresas renegociem dívidas sem parar suas atividades.

Como a empresa chegou até aqui

A crise veio à tona em janeiro de 2023, quando a Americanas divulgou inconsistências em seus balanços. Na época, tinha apenas R$ 800 milhões em caixa para enfrentar uma dívida bilionária.

Em questão de dias, a varejista saiu de uma posição relativamente estável para uma crise de liquidez que colocava em dúvida até a continuidade das operações.

O episódio também teve efeitos que foram além da própria empresa. O caso acendeu um alerta amplo sobre práticas de governança corporativa no Brasil.

Além disso, o caso entrou para a lista das maiores recuperações judiciais do país, ficando em quarto lugar, atrás apenas de gigantes como Odebrecht, Oi e Samarco.

Mesmo durante a crise, as operações continuaram ativas, incluindo lojas físicas e plataformas digitais como Americanas.com. A empresa também manteve suas marcas, como Submarino e Shoptime.

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