Amazon (AMZO34) registra prejuízo no 2T22 mas ações sobem mais de 12%

Apesar do prejuízo, os investidores esperavam números piores da maior varejista virtual do mundo
Amazon (AMZO34) (Leandro Fonseca/Exame)
Amazon (AMZO34) (Leandro Fonseca/Exame)
Carlo Cauti
Carlo Cauti

Publicado em 28/07/2022 às 17:33.

Última atualização em 28/07/2022 às 17:47.

A Amazon (AMZO34) divulgou nesta quinta-feira, 28, seus resultados do segundo trimestre de 2022.

A Amazon registrou um prejuízo de US$ 2,02 bilhões no período entre abril e junho, contra o lucro de US$ 7,77 bilhões registrado no mesmo período de 2021.

No primeiro semestre de 2022, o prejuízo foi de US$ 5,87 bilhões, contra um lucro de US$ 15,88 bilhões registrados no mesmo período de 2021.

Mesmo assim, as ações da Amazon no pós-mercado em Wall Street estão subindo mais de 12%, pois os investidores esperavam números piores dos resultados da maior varejista digital do mundo.

A receita foi de US$ 121,23 bilhões, em alta 7,21% em relação ao mesmo período de 2021, quando tinha sido de US$ 113,08 bilhões. O mercado estava prevendo um faturamento de US$ 119,09 bilhões no segundo trimestre.

A Amazon Web Services (AWS) registrou um faturamento de US$ 19,7 bilhões no trimestre, contra os US$ 19,56 bilhões previstos pelo mercado.

Por sua vez, a receita com propaganda foi de US$ 8,76 bilhões contra a previsão de US$ 8,65 bilhões.

O negócio de anúncios da Amazon foi um ponto positivo em um trimestre complicado para todo o setor da publicidade online, e mostra que a empresa está ganhando participação de mercado em um de seus negócios de crescimento mais rápido.

A receita de anúncios cresceu 18% no período, enquanto a concorrência registrou resultados negativos.

O Meta (M1TA34), controlador do Facebook, teve sua primeira queda na receita publicitária esta semana e prevê outro declínio para o terceiro trimestre.

Na Alphabet (GOGL34), dona do Google, o crescimento da publicidade desacelerou para 12%, e o YouTube mostrou uma desaceleração de 84% na comparação anual.

No primeiro semestre do ano, o faturamento foi de US$ 237,67 bilhões, contra US$ 221,59 bilhões registrados no mesmo período de 2021.

As despesas operacionais aumentaram 11,9,%, passando de US$ 105,37 bilhões entre abril e junho de 2021 contra US$ 117,91 bilhões no mesmo período de 2022.

A Amazon tem enfrentado custos mais altos, já que a expansão impulsionada pela pandemia deixou a empresa com excesso de trabalhadores e muita capacidade de armazenamento. Além disso, o custo de distribuição foi elevado pela alta dos preço dos combustíveis.

A gigante do varejo eletrônico reduziu seu número de funcionários em 99 mil pessoas, chegando em 1,52 milhão de funcionários no final do segundo trimestre.

Nos Estados Unidos, o principal mercado da Amazon, a receita passou de US$ 131,91 bilhões no primeiro semestre de 2021 contra para US$ 143,67 bilhões no mesmo período de 2022.

O prejuízo nos primeiros seis meses do ano nos EUA foi de US$ 2,19 bilhões, contra um lucro de US$ 6,59 bilhões registrado no mesmo período de 2021.

A Amazon registrou uma perda de US$ 3,9 bilhões em seu investimento na Rivian depois que as ações da fabricante de veículos elétricos caíram 49% no segundo trimestre. Esse resultado também contribuiu para o prejuízo contábil da Amazon.

CEO da Amazon (AMZO34) salienta resiliência da empresa

O CEO da Amazon, Andy Jassy, salientou como "apesar das contínuas pressões inflacionárias nos custos de combustível, energia e transporte, estamos progredindo nos custos mais controláveis que mencionamos no último trimestre, melhorando particularmente a produtividade de nossa rede de atendimento”.

A Amazon informou que prevê uma receita no terceiro trimestre entre US$ 125 bilhões e US$ 130 bilhões, com um crescimento de 13% a 17%.