A Alphabet, controladora do Google, entrou para o seleto grupo de empresas avaliadas em US$ 4 trilhões nesta segunda-feira, 12 (Reprodução)
Redação Exame
Publicado em 12 de janeiro de 2026 às 15h12.
A Alphabet, controladora do Google, entrou para o seleto grupo de empresas avaliadas em US$ 4 trilhões nesta segunda-feira, 12. As ações da gigante em tecnologia (GOGL34) subiram cerca de 1% depois que com a empresa oficializou com a Apple uma "colaboração plurianual" para integrar o modelo Gemini ao ecossistema iOS.
Com a valorização, a Alphabet passa a integrar o seleto grupo formado por Nvidia, Microsoft e Apple, as únicas empresas que já superaram a marca de US$ 4 trilhões em valor de mercado.
Tanto a Nvidia quanto a Microsoft ultrapassaram a marca pela primeira vez em julho do ano passado, enquanto a Apple cruzou esse patamar em outubro. Desde então, no entanto, as avaliações da Apple e da Microsoft caíram bem abaixo da marca de US$ 4 trilhões.
A entrada da Alphabet no seleto ocorre após a companhia encerrar 2025 entre os melhores desempenhos de Wall Street, em um ano marcado pela forte concentração de ganhos nas chamadas "7 Magníficas".
Formado por Apple, Microsoft, Alphabet, Amazon, Meta, Nvidia e Tesla, o grupo consolidou sua importância ao representar, coletivamente, mais de um terço de todo o valor do índice S&P 500.
Enquanto o S&P 500 registrou um avanço sólido de 17%, o grande destaque positivo foi a Alphabet, que saltou impressionantes 66%, a maior valorização desde 2009. O desempenho da controladora do Google foi superior ao da Nvidia, que registrou alta de 36%, e da Tesla, avanço de 28%.
No lado oposto, Apple, Microsoft, Meta e Amazon enfrentaram um ano mais difícil, entregando retornos inferiores aos 17% do mercado amplo.
O principal motor por trás dessa disparidade foi a tese da Inteligência Artificial (IA), que deixou de ser uma promessa futurista para se tornar um fator determinante de fluxo de caixa e confiança dos investidores.
Esse movimento de forte valorização da Alphabet está diretamente ligado ao otimismo do mercado com a estratégia da companhia em inteligência artificial e com a parceria com a Apple.
Após reorganizar sua aposta em IA, a empresa superou entraves regulatórios e voltou a se posicionar na vanguarda do setor, com o lançamento do chip Ironwood, de sétima geração, e do Gemini 3, bem recebido por analistas e desenvolvedores.
A decisão da Apple de adotar o Gemini como base para seus modelos de IA e para a próxima geração da Siri reforçou essa percepção, ajudando a dissipar os receios sobre o futuro da publicidade online e sobre a capacidade de inovação da dona do Google em um cenário cada vez mais dominado por chatbots e agentes de inteligência artificial.
Como mostrou a EXAME, desde fevereiro de 2025, a Apple estava testando a integração do Gemini AI, da Google, ao seu sistema Apple Intelligence.
No comunicado ao mercado, a controladora do Google e a Apple afirmaram que a próxima geração dos modelos Apple Foundation será baseada na arquitetura Gemini e na infraestrutura de nuvem do Google. De acordo com as empresas, esses modelos "ajudarão a impulsionar os futuros recursos de inteligência artificial da Apple, incluindo uma Siri mais personalizada, que será lançada ainda este ano".