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Alibaba revela planos de buscar listagem primária de ações em Hong Kong

O anúncio vem num momento em que China e EUA divergem sobre auditorias de empresas chinesas listadas em território americano

Alibaba: A nova listagem primária em Hong Kong abrirá o caminho para que ações da empresa fiquem mais acessíveis a investidores da China continental (Andrew Kelly/Reuters)

Alibaba: A nova listagem primária em Hong Kong abrirá o caminho para que ações da empresa fiquem mais acessíveis a investidores da China continental (Andrew Kelly/Reuters)

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Estadão Conteúdo

26 de julho de 2022, 08h48

Alibaba, a gigante chinesa de e-commerce, revelou nesta terça-feira, 27, planos de buscar uma listagem primária de suas ações em Hong Kong, num momento em que empresas chinesas sofrem crescente pressão regulatória tanto na Ásia quanto nos EUA. O anúncio vem num momento em que China e EUA divergem sobre auditorias de empresas chinesas listadas em território americano.

Mais de 250 companhias chinesas, incluindo o próprio Alibaba, enfrentam a possibilidade de fechar capital nos EUA se os dois países não chegarem a um acordo para que reguladores americanos inspecionem documentos de auditoria de firmas chinesas.

A nova listagem primária em Hong Kong, que o Alibaba espera concluir até o fim deste ano, também abrirá o caminho para que ações da empresa fiquem mais acessíveis a investidores da China continental.

O Alibaba estreou na Bolsa de Nova York (Nyse) em 2014, após o que foi até então a maior oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) de ações já realizada, e manterá a listagem. Em 2019, a empresa obteve uma listagem secundária em Hong Kong.

As ações do Alibaba nos EUA são bem mais líquidas. No primeiro semestre do ano, o volume diário médio de negócios com papéis da empresa em Nova York foi de cerca de US$ 3,2 bilhões, ante US$ 700 milhões em Hong Kong.

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