Alibaba (BABA34) registra queda de 49% no lucro do 2T22

Mesmo com essa queda, o resultado foi superior as previsões do mercado, e as ações estão subindo nesta quinta-feira
Sede do Alibaba (BABA34) (Nelson Ching/Bloomberg)
Sede do Alibaba (BABA34) (Nelson Ching/Bloomberg)
Carlo Cauti
Carlo CautiPublicado em 04/08/2022 às 08:59.

O Alibaba (BABA34) publicou nesta quinta-feira, 4, os resultados do segundo trimestre de 2022.

O gigante do varejo eletrônico chinês registrou um lucro líquido de 22,65 bilhões de yuans (cerca de US$ 3,38 bilhões), em queda de 49,7% em relação ao mesmo período do ano passado, quando tinha sido 45,06 bilhões de yuans (cerca de US$ 6,67 bilhões).

Mesmo com essa queda, o resultado foi superior as previsões do mercado, que esperavam um lucro líquido de 18,72 bilhões de yuans.

A receita, por sua vez, foi de 205,55 bilhões de yuans, levemente superior aos 203,19 bilhões de yuans esperados pelo mercado, e permanecendo estável em relação ao ano anterior, quando tinha sido 205,740 bilhões de yuans.

O resultado do Alibaba no trimestre foi influenciado por muitas forças contrárias, como novos surtos de coronavírus (Covid-19) na China, que levou as autoridades locais a decretar lockdown em várias cidades, como o centro financeiro do país, Xangai. O que afetou negativamente a economia chinesa no segundo trimestre do ano.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) ajustado foi de 41,11 bilhões de yuans, em queda de 15% em relação aos 48,62 bilhões de yuans registrados no segundo trimestre do ano passado.

O custo da operação aumentou na comparação anual, passando de 124,09 bilhões de yuans no segundo trimestre de 2021 para 129,65 bilhões de yuans no mesmo período deste ano.

O CEO do Alibaba, Daniel Zhang, comentou os resultados salientando como durante o último trimestre a empresa se "adaptou ativamente às mudanças no ambiente macro" e permaneceu focada na estratégia de longo prazo.

“Após abril e maio relativamente lentos, vimos sinais de recuperação em nossos negócios em junho. Estamos confiantes em nossas oportunidades de crescimento no longo prazo, dada nossa base de consumidores de alta qualidade e a resiliência de nosso modelo de negócios diversificado, atendendo às diferentes demandas de nossos clientes", declarou Zhang.

Em junho, o Alibaba registrou uma recuperação do volume bruto de mercadorias (GMV) graças à melhoria da logística e ao festival anual de compras de "6.18" na China, que culmina em junho.

O diretor financeiro do Alibaba, Toby Xu, comentou a recente listagem das ações do grupo na Bolsa de Valores de Hong Kong como estratégia para expandir e diversificar ainda mais a base de investidores.

Alibaba (BABA34) enfrenta ambiente regulatório complicado na China

Além dos novos surtos de Coronavírus, o Alibaba está enfrentando um ambiente regulatório também mais complicado na China, com as autoridades locais que estão aumentando o controle do governo sobre o setor de tecnologia doméstico.

Essa atuação do governo de Pequim acaba se refletindo nos negócios do Alibaba, como por exemplo no setor de dados em nuvem, que - mesmo crescendo 10% em relação ao ano anterior, faturando 17,68 bilhões de yuan - está registrando uma desaceleração expressiva, já que no mesmo período do ano passado o crescimento tinha sido de 29% e no primeiro trimestre do ano de 12%.

Após a divulgação dos resultados, as ações da Alibaba subiram 7% nas negociações pré-mercado na Bolsa de Valores de Nova York.