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AES: lucro líquido consolidado soma R$ 102,6 mi no 3º trimestre; queda de 76,1%

A receita líquida da empresa no trimestre foi de R$ 786,6 milhões, alta de 18,9% em base anual de comparação. No acumulado do ano, a receita da empresa totalizou R$ 2,084 bilhões, crescimento de 17,1%

 (Rodrigo Garrido/Reuters)

(Rodrigo Garrido/Reuters)

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Estadão Conteúdo

3 de novembro de 2022, 20h20

A AES Brasil (AESB3) registrou lucro líquido de R$ 102,6 milhões no terceiro trimestre deste ano, queda de 76,1% em relação ao mesmo período do ano passado, quando a empresa reportou lucro de R$ 429,5 milhões. No acumulado dos nove primeiros meses do ano, o lucro líquido da AES alcançou R$ 182,8 milhões, redução de 66 7%.

O resultado é explicado porque no terceiro trimestre do ano passado a AES teve R$ 532,6 milhões de crédito fiscal reconhecido, e impacto de R$ 23,7 milhões do ressarcimento do risco hidrológico (GSF, da sigla em inglês). Desconsiderando os efeitos extraordinários, a empresa teria registrado prejuízo de R$ 103,1 milhões.

A receita líquida da empresa no trimestre foi de R$ 786,6 milhões, alta de 18,9% em base anual de comparação. No acumulado do ano, a receita da empresa totalizou R$ 2,084 bilhões, crescimento de 17,1%.

No terceiro trimestre, o Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização (Ebitda, da sigla em inglês) aumentou 207,5% na base anual, para R$ 283,8 milhões. De janeiro a setembro, o Ebitda da empresa aumentou 18,2% para R$ 823,8 milhões.

Os investimentos da companhia cresceram 192,3%, saindo de R$ 238 1 mi para R$ 696,0 mi. A dívida líquida, por sua vez, caiu 9,8%, de R$ 4,954 bilhões no terceiro trimestre de 2021 para R$ 4,467 bilhões no mesmo período de 2022.

Já os custos de operação e despesas operacionais do período aumentaram 21,3%, para R$ 143,6 milhões. No ano, os custos totalizaram R$ 389,3 milhões, alta de 23,7%.

Segundo o vice-presidente Financeiro e de Relações com Investidores da AES Brasil, Alessandro Gregori, a melhora no cenário hidrológico, com efeito sobre os reservatórios ajudou a reduzir o custo com a compra de energia.

"No terceiro trimestre do ano passado o PDL Preço de Liquidação das Diferenças estava no teto de R$ 581,76 por megawatt-hora (MWh), e nesse trimestre, em função da melhora dos reservatórios está no piso de R$ 55,70 por MWh, fazendo com que nosso custo de compra de energia caiam", disse Gregori ao Broadcast Energia.

De julho a setembro, os gastos com a compra de energia no trimestre diminuíram 20,4% no terceiro trimestre, em comparação com o mesmo período de 2021, para R$ 359,1 milhões. Contudo, no acumulado de 2022, os gastos com compra de energia aumentaram 13 4% para R$ 871,2 milhões.

No período o GSF médio da AES foi de 74,6%, elevação de 23,4 pontos porcentuais (p.p.) em relação ao mesmo período do ano passado.