Acompanhe:

Ações do Credit Suisse sobem com interesse de príncipe da Arábia Saudita

Bin Salman pode investir cerca de US$ 500 milhões no veículo, segundo pessoas com conhecimento do assunto

 (Stefan Wermuth/Bloomberg)

(Stefan Wermuth/Bloomberg)

D
Dinesh Nair e Marion Halftermeyer, da Bloombeg

5 de dezembro de 2022, 12h08

As ações do Credit Suisse subiram até 7,5% com a perspectiva de que o príncipe herdeiro da Arábia Saudita Mohammed bin Salman assumirá uma participação no banco de investimentos da instituição suíça.

Bin Salman pode investir cerca de US$ 500 milhões no veículo, segundo pessoas com conhecimento do assunto. Outros investidores podem incluir a Atlas Merchant Capital, do ex-presidente executivo do Barclays Bob Diamond, disseram as pessoas, pedindo para não serem identificadas porque as discussões são privadas. Não está claro se o interesse do príncipe herdeiro viria de forma pessoal ou por meio de outros veículos de investimento no reino.

O Saudi National Bank, no qual o fundo soberano do país tem fatia de 37%, já é um investidor âncora no aumento de capital em curso de US$ 4 bilhões do Credit Suisse. Um novo investimento do país rico em petróleo aumentaria a confiança nos esforços de reestruturação do banco.

O Credit Suisse não comentou. O Centro de Comunicações Internacionais da Arábia Saudita não respondeu imediatamente ao pedido de comentário. O Wall Street Journal informou anteriormente sobre o interesse no investimento.

O banco com sede em Zurique ampliou os ganhos de sexta-feira, quando os comentários do presidente Axel Lehmann ajudaram a quebrar uma sequência de 13 dias de perdas.

Lehmann disse que a situação de liquidez do banco melhorou e as elevadas retiradas de ativos de clientes no início do trimestre foram contidas. As quedas das últimas semanas empurraram as ações para perto do nível que o banco suíço está oferecendo aos investidores no aumento de capital, prejudicando a atratividade da oferta.

O Credit Suisse anunciou na segunda-feira que também concluiu a emissão de US$ 5 bilhões em novas dívidas, parte dos planos para fortalecer seu balanço, e fornecerá um plano de financiamento atualizado para 2023 quando divulgar os resultados do quarto trimestre em 9 de fevereiro.