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Ações de seguradoras caem forte na bolsa de Frankfurt após desastre no Japão

Companhias de resseguro veem papéis caírem mais de 5% após mais forte terremoto em um século

Cidade de Hakodate inundada após terremoto no Japão; custos para indústria de seguros podem chegar a US$ 10 bi (AFP)

Cidade de Hakodate inundada após terremoto no Japão; custos para indústria de seguros podem chegar a US$ 10 bi (AFP)

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Gustavo Kahil

11 de março de 2011, 11h11

São Paulo – O terremoto de 8,8 graus na escala Richter que atingiu hoje o Japão afetou pouco as negociações das ações na bolsa de Tóquio, mas atingiu em cheio as ações das maiores empresas de resseguro do mundo cujos papéis são negociados na bolsa de Frankfurt têm forte queda nesta sexta-feira.

No Japão, os investidores tiveram poucos minutos para refletir os efeitos do mais forte terremoto do século nos preços das ações. O índice Nikkei 225, o mais importante do país, recuou 1,72% e chegou ao menor nível em cinco semanas.

A indústria de seguros terá de pagar aproximadamente 10 bilhões de dólares para cobrir os pedidos, segundo James Shuck, analista da Jefferies International. Schuck disse à Bloomberg que o valor tornaria o desastre o segundo mais custoso da história, depois dos 15,3 bilhões de dólares gastos com o terremoto em Northridge, nos Estados Unidos em 1994, segundo dados da Swiss Re.

As ações da Munich Re caem 4,54%, da Swiss Re 4,92% e da Scor SE 7,8% na bolsa de Frankfurt. Em Londres, os papéis da Amlin desvalorizavam 5,23%. As empresas de resseguro, que trabalham como uma espécie de seguradoras para as seguradoras "primárias" que trabalham diretamente com o consumidor, ainda não divulgaram estimativas para os custos do desastre.