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Ação da Casas Bahia dispara 45% após Justiça suspender cobranças por 180 dias

Decisão dá seis meses de proteção à companhia contra credores, enquanto negocia a reestruturação de R$ 17,3 bilhões

Casas Bahia: ações disparam 45% após decisão da Justiça (Germano Lüders/Exame)

Casas Bahia: ações disparam 45% após decisão da Justiça (Germano Lüders/Exame)

Ana Luiza Serrão
Ana Luiza Serrão

Repórter de Invest

Publicado em 31 de agosto de 2026 às 11h56.

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As ações do Grupo Casas Bahia disparam nesta segunda-feira, 31, após a Justiça de São Paulo conceder à varejista uma proteção temporária contra novas cobranças de credores. Por volta das 12h  (horário de Brasília), os papéis (BHIA3) eram negociados a R$ 0,58, em alta de 45%.

O movimento ocorre após a companhia informar ao mercado que a 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível de São Paulo antecipou os efeitos do stay period no processo de recuperação judicial (RJ).

A decisão, tomada em 28 de agosto, suspende ações e execuções contra o grupo e impede novos bloqueios de bens por 180 dias, isto é, seis meses, com contagem a partir do dia 19 de agosto.

Por que as ações da Casas Bahia subiram

A proteção judicial dá à companhia uma janela para negociar com os credores sem a pressão imediata de novas execuções ou de penhora de ativos. A medida reduz o risco de uma ruptura abrupta da operação enquanto a empresa busca reorganizar suas dívidas.

O efeito sobre a ação também precisa ser observado em conjunto com o baixo preço do papel. Como as ações da Casas Bahia são negociadas abaixo de R$ 1, pequenas variações em termos absolutos podem resultar em oscilações percentuais expressivas.

Recuperação judicial envolve R$ 17,3 bilhões

A Casas Bahia entrou com pedido de recuperação judicial para reorganizar dívidas de R$ 17,3 bilhões sujeitas ao processo. A companhia classificou a situação como a pior crise financeira de sua história.

A estratégia apresentada pela varejista é reestruturar as dívidas de forma organizada sem interromper as operações. A empresa informou que estão em jogo mais de 20 mil empregos diretos e a continuidade de um negócio que atende mais de 105 milhões de consumidores em todo o país.

O que levou a companhia à recuperação

O Grupo Casas Bahia atribui o desequilíbrio financeiro a uma série de fatores acumulados nos últimos anos. Entre eles estão as dificuldades para integrar as operações após a fusão entre Casas Bahia e Pontofrio e os investimentos realizados desde 2019 em tecnologia, logística e transformação digital.

De acordo com a companhia, esses desembolsos pressionaram o caixa e contribuíram para o aumento do endividamento.

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