5 ativos recomendados para proteger o patrimônio da inflação

Investidores precisam impedir mais perdas em carteiras de ações e títulos de dívida diante da inflação mais alta em quatro décadas e de volatilidade nos juros futuros nos EUA
Títulos chineses podem ficar mais protegidos da volatilidade esperada nos Treasuries, segundo alguns estrategistas | Foto: GettyImages (Getty Images/hudiemm)
Títulos chineses podem ficar mais protegidos da volatilidade esperada nos Treasuries, segundo alguns estrategistas | Foto: GettyImages (Getty Images/hudiemm)
Por BloombergPublicado em 13/02/2022 16:33 | Última atualização em 13/02/2022 16:33Tempo de Leitura: 3 min de leitura

Por Joanna Ossinger e Anchalee Worrachate*

Um ambiente de inflação e juros diferente do que muitos investidores já viram nos Estados Unidos aumenta a procura por ativos que ajudem a enfrentar a tempestade nos mercados.

Com a inflação ao consumidor americano no maior nível desde 1982 e os contratos de swap apontando cinco acréscimos de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros pelo banco central dos EUA (Federal Reserve) até o fim de julho, investidores precisam impedir mais perdas em suas carteiras de ações e títulos de dívida.

Veja a seguir cinco teses defendidas e recomendadas por estrategistas:

 

1. Metais preciosos

“O índice de preços ao consumidor [CPI, na sigla em inglês] de janeiro veio acima do esperado e o mesmo pode acontecer em fevereiro, mas o que importa para os mercados é o quanto a inflação nos Estados Unidos vai diminuir a partir daí”, disse Peter Boockvar, diretor de investimentos da Bleakley Advisory Group.

“Esta é uma oportunidade para expressar meu otimismo com ouro e prata. Ou o Fed vai apertar demais [a política monetária], frear o crescimento e precisar voltar atrás, o que é bom para o ouro, ou o aperto do Fed será muito lento, os juros reais permanecerão bastante negativos e isso será positivo para o ouro.”

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2. Ações de valor descontadas

“Investidores com nervos de aço podem aproveitar quedas violentas para ampliar posições de longo prazo, preferencialmente em ações de empresas de qualidade, negociadas com desconto”, aconselhou Peter McGuire, CEO da Trading Point.

“O lado bom é que os juros reais nos Estados Unidos permanecem suficientemente moderados para serem aproveitados por caçadores de pechinchas que agem rápido”, disse Vishnu Varathan, estrategista-chefe do Mizuho Bank em Cingapura.

3. Mercados de risco

“Os mercados de ações podem continuar subindo, mas não nos níveis de retorno que vimos no ano passado”, disse Karen Ward, estrategista-chefe de mercado para Europa, Oriente Médio e África da J.P. Morgan Asset Management.

“Enquanto as expectativas para os lucros estiverem subindo, enquanto o crescimento for resiliente, acho que os mercados de risco podem absorver taxas de juros modestamente mais altas.”

4. Posições compradas em euros

“Os aumentos incrementais no juro básico nos Estados Unidos parecem cada vez menos favoráveis ao dólar daqui para frente. Fiquem comprados em euros”, recomendou George Saravelos, responsável global por pesquisa de câmbio no Deutsche Bank.

5. Títulos asiáticos

“O salto repentino nos rendimentos dos títulos do Tesouro americano deve reverberar nos mercados de títulos regionais”, disse Winson Phoon, responsável por pesquisa de renda fixa do Maybank Securities em Cingapura.

“Os títulos da China provavelmente estarão mais protegidos da volatilidade no mercado de títulos do Tesouro dos Estados Unidos do que outros mercados emergentes da Ásia.”