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10 ações da bolsa brasileira mais que dobraram de valor em 2026: veja quais

Ganhou mais quem escolheu ativamente os papéis certos, e não quem apostou no desempenho médio do mercado

Ações em 2026: ganhou mais quem escolheu ativamente os papéis certos, e não quem apostou no desempenho médio do mercado (TERADAT SANTIVIVUT/Getty Images)

Ações em 2026: ganhou mais quem escolheu ativamente os papéis certos, e não quem apostou no desempenho médio do mercado (TERADAT SANTIVIVUT/Getty Images)

Mitchel Diniz
Mitchel Diniz

Editor de Invest

Publicado em 24 de abril de 2026 às 14h44.

Última atualização em 24 de abril de 2026 às 14h45.

O Ibovespa bateu 18 recordes este ano e chegou bem perto dos 200 mil pontos, mesmo em um cenário de juros altos que costuma favorecer a renda fixa em detrimento da renda variável. Assim como no ano passado, a bolsa brasileira contrariou expectativas, acumulando ganhos de 18% até agora e impulsionado por um fluxo de mais de R$ 64,4 bilhões em capital estrangeiro até o último dia 22 de abril.  As ações de maior peso no índice operam em alta de dois dígitos no acumulado de 2026. No caso da Petrobras, a valorização supera os 50% no acumulado do ano. Ainda assim, ela não conseguiu entrar em um grupo seleto de papéis que foram bem além, dobrando e até triplicando de valor nos últimos 12 meses.

Levantamento da Elos Ayta identificou dez ações listadas nas carteiras do Ibovespa, IDIV (índice de dividendos) e Small Caps com valorização superior a 100% nos 12 meses encerrados em 23 de abril de 2026.

  • JHSF (JHSF3) + 211,86%
  • Copasa (CSMG3) + 190,41%
  • CBA (CBAV3) + 162,07%
  • Moura Dubeux +152,03%
  • Movida (MOVI3) +137,26%
  • Ser Educacional (SEER3) +135,05%
  • Axia Energia (AXIA6) +107,86%
  • Axia Energia (AXIA3) +106,01%
  • Eneva (ENEV3) +105,65%)
  • Vibra Energia (VBBR3) +101,70%

O setor de energia elétrica lidera com três representantes — Axia Energia (AXIA6 e AXIA3) e Eneva (ENEV3) —, seguido pelo setor de incorporações com dois nomes (JHSF e Moura Dubeux). Os demais papéis estão distribuídos entre saneamento, mineração, locação de veículos, educação e distribuição de combustíveis, evidenciando que o ciclo de alta não foi homogêneo, mas seletivo e orientado por fundamentos específicos.

Ibovespa lidera, mas dispersão cria oportunidades fora do índice

No acumulado de 2026, mesmo com as quedas recentes, o Ibovespa registra valorização de mais de 20%. Mas, considerando o período de 12 meses encerrado em 23 de abril, o índice acumula alta de 44,75% — bem acima do IDIV (40,48%) e com ampla margem sobre o Small Caps (20,41%), segundo o levantamento da Elos Ayta. Ainda assim, os maiores ganhos não ficaram restritos às blue chips.

Das dez ações com retorno superior a 100%, cinco integram o Ibovespa, seis estão no Small Caps e três no IDIV, evidenciando uma dispersão relevante de performance.

Isso significa que um investidor que simplesmente comprasse um ETF do Ibovespa ou do Small Caps teria ficado muito longe desses retornos. Quem capturou os ganhos mais expressivos foi aquele que escolheu ativamente os papéis certos, e não quem apostou no desempenho médio do mercado.

Apesar de maior presença na amostra, o índice Small Caps apresentou desempenho agregado significativamente inferior — praticamente metade do retorno do Ibovespa e do IDIV. Isso quer dizer que o universo de empresas menores continuou oferecendo oportunidades pontuais expressivas, mas com maior assimetria e risco.

"O conjunto dos dados aponta para um mercado menos dependente de direção única e mais sensível a histórias específicas. A combinação entre recuperação macro, ajustes de valuation e eventos corporativos criou um ambiente onde a dispersão de retornos se ampliou, favorecendo estratégias ativas e análise fundamentalista mais profunda", afirma Einar Rivero, da Elos Ayta.

Ele explica que o destaque do setor elétrico não é casual. "Em um ambiente ainda marcado por incertezas macroeconômicas e reprecificação de ativos, empresas com geração de caixa previsível, contratos de longo prazo e menor volatilidade operacional voltaram ao radar dos investidores", diz.

A presença de papéis do IDIV na lista, como Copasa e Vibra, indica que a busca por renda também continua sendo um vetor importante. "No entanto, o fato de apenas três ações do índice figurarem entre as maiores altas mostra que, neste ciclo, o mercado premiou não apenas o dividendo, mas também a capacidade de crescimento e reprecificação", conclui Rivero.

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