Geração Z deve mudar os investimentos para sempre, diz BofA

Mudança geracional no mercado de capitais favorece ativos sustentáveis e setores associados à tecnologia

(Bloomberg) Comer carne está por fora, e a sustentabilidade está na moda. A geração Z está transformando o mundo, e investidores precisam estar preparados.

Ao atingir a maioridade, esse novo grupo – os chamados “zillennials” – vai eclipsar os alardeados antecessores millennials, impulsionando os mercados emergentes e ajudando no desempenho dos setores preferidos. Já outras empresas mais ultrapassadas estão propensas a cair no esquecimento, segundo relatório de pesquisa recente do Bank of America (BofA).

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“A revolução da geração Z está começando. A primeira geração nascida em um mundo online agora entra na força de trabalho e obriga outras gerações a se adaptarem a ela, e não vice-versa”, disseram estrategistas do BofA liderados por Haim Israel.

A geração Z – o grupo nascido entre 1996 e 2016 – está a caminho de ultrapassar os millennials em renda até 2031, segundo o relatório do banco. Nove em cada dez vivem em mercados emergentes, e a Índia responde por cerca de 20% do total. Países como México, Filipinas e Tailândia também deverão se beneficiar com a mudança.

Os setores mais favorecidos incluem comércio eletrônico, pagamentos, luxo, mídia e ESG (sigla para padrões ambientais, sociais e de governança), de acordo com o BofA, enquanto segmentos como álcool, carnes, carros e viagens podem ficar para trás.

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O Bank of America conduziu uma pesquisa com mais de 14 mil pessoas da geração Z em agosto. Entre algumas das conclusões, a maioria tem algum tipo de restrição ao consumo de carne e muitos não bebem. O setor de companhias aéreas e viagens pode ser afetado por preocupações com sustentabilidade à medida que a “vergonha de voar” se torna mais prevalente.

Além disso, 40% dos jovens de 16 a 18 anos preferem interagir virtualmente com amigos em comparação com 35% dos millennials e 30% da geração X. Segundo o BofA, as implicações de investimento podem incluir ainda o ativismo sustentável impulsionado por consumidores, o que representaria riscos para setores vistos como “prejudiciais”, como o fast fashion.

Um foco crescente do grupo está concentrado na região Ásia-Pacífico, que responde por 37% da renda da geração Z. Essa parcela deve aumentar para 41% até 2040.

E o BofA já alerta que é preciso estar atento à “geração Covid”. “É a geração que só conhecerá a solução de problemas por meio de estímulos fiscais e dinheiro grátis do governo, potencialmente abrindo caminho para a renda básica universal e o acesso à saúde”, disseram os estrategistas.

“A geração Z será incapaz de viver sem tecnologia em todos os aspectos de suas vidas” e “seus avatares irão protestar virtualmente no mundo da realidade total online com seus amigos sobre o movimento cultural mais recente”.

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