“No futuro, investimentos serão ESG ou não existirão”, diz sócio do BTG

Para Iuri Rapoport, co-head de ESG do BTG Pactual, busca por empresas com propósito social e ambiental será cada vez maior entre consumidores e investidores

Empresas que levam em consideração os critérios ambientais, sociais e de governança (ESG) têm mais resiliência e capacidade de superar crises econômicas e sociais. Mais do que isso, em um futuro próximo, investimentos que não priorizarem essas três letras deixarão de existir, segundo Iuri Rapoport, sócio e co-head de ESG e Investimentos de Impacto do BTG Pactual.

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O especialista participou de um painel durante a Money Week, evento sobre investimentos e finanças pessoais promovido pelo escritório de agentes autônomos EQI em parceria com o BTG Pactual, realizado nesta quarta-feira, 25. O evento também contou com a participação de Renata Faber, analista de ESG na Exame Research.

ESG, de acordo com Rapoport, é um novo modo de olhar o mundo e também uma nova maneira de o setor público, iniciativas privadas e terceiro setor fazerem negócios. “Ao exercer a vocação do seu negócio, as empresas passam a olhar para as vulnerabilidades do seu entorno social e considerar a governança, cuidando do seus investidores e acionistas e de todos aqueles que estão apostando nelas”, diz.

 

Segundo Rapoport, há uma pressão por parte dos clientes, sobretudo de gerações mais novas, por soluções e produtos financeiros que tragam rápidos retornos e ao mesmo tempo considerem os critérios ESG. “Em alguns anos, boa parte dos investimentos serão do tipo ESG e impacto social e sustentável, ou eles não existirão”, afirma.

As mudanças nos hábitos de consumo dos mais jovens traçam um cenário de investimentos para as empresas do futuro, segundo Renata. “Hoje, há a procura por produtos e menor impacto, então os jovens também vão desejar investir em empresas com impacto ambiental e social positivo”.

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ESG como estratégia de resiliência

Dentres as empresas mais rentáveis do mercado, destacam-se as que aplicam os critérios de ESG. Para estarem preparadas para atender a essas três frentes, elas devem compreender que seus papéis na sociedade mudaram. “Hoje, é esperado que as empresas façam mais pelas pessoas, e não foquem apenas em dar lucro”, diz Renata.

Para a especialista, há uma relação direta entre os princípios ESG e a adaptabilidade de empresas diante de instabilidades do mercado. “Instituições com bons índices ESG conseguem atrair e reter mais talentos, o que propicia um ambiente criativo e com foco em diversidade”, afirma.

Rapoport destaca a governança como outro elemento essencial para a sobressaliência de companhias com impacto socioambiental mínimo. “A governaça é, antes de qualquer coisa, sinal de respeito aos acionistas e investidores. Com isso, elas [empresas] são mais admiradas e provocam maior desejo de investimento, e ganham estabilidade no mercado”, diz.

 

Empresas com práticas consolidadas de ESG também têm clientes mais fiéis e engajados, diz Renata. “Em momento como esses, de pandemia, existe um despertar nas pessoas do desejo de comprar de empresas com impacto socioambiental positivo. Isso gera mais resiliência nas receitas em momentos de crise.”

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