Grandes gestoras decepcionam em análise ESG da Morningstar

Vanguard e Fidelity ficaram entre as piores e fundos rotulados como sustentáveis receberam a classificação “básica”. Um quarto das gestoras não adota o ESG

Gigantes de fundos como Vanguard e Fidelity Investments receberam classificações baixas da empresa de pesquisa Morningstar, em sua primeira avaliação aprofundada sobre a incorporação de fatores ambientais, sociais e de governança nas decisões de investimento.

A empresa de pesquisa avaliou 40 gestoras de ativos globais e descobriu que mais de 25% delas não integram os chamados fatores ESG ou o fazem de forma muito limitada, de acordo com relatório divulgado na terça-feira. A Morningstar classificou empresas e fundos em uma escala de quatro níveis, de líderes e avançados a básico e baixo.

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Entre os últimos estava a Vanguard, a segunda maior gestora do mundo. Sua pontuação foi baixa porque as estratégias sustentáveis representavam apenas uma fração dos ativos sob gestão e sua equipe ESG é relativamente pequena. A Fidelity Investments também recebeu uma classificação baixa por não se envolver ativamente com empresas por meio do envio de cartas ou apoio a resoluções de acionistas, enquanto seus padrões para questões ambientais e sociais eram muito vagos, disse a Morningstar.

Esses fatores se tornam cada vez mais importantes para gestoras de ativos à medida que procuram atender à crescente demanda por investimentos sustentáveis. Os ativos em fundos ESG europeus atingiram US$ 1 trilhão em setembro e mais de 330 fundos sustentáveis foram lançados neste ano, de acordo com a Morningstar. A maior variedade também deixa investidores mais confusos.

“Os investidores expressam seus objetivos de investimento em termos mais abrangentes do que nunca e mostram isso na prática”, disse Haywood Kelly, responsável por pesquisa da Morningstar, em comunicado.

A Vanguard disse que reconhece que o ESG pode ter um impacto significativo no valor dos acionistas a longo prazo e, portanto, regularmente se envolve com líderes e conselhos das empresas em questões ambientais, sociais e de governança.

“A abordagem da Vanguard para ESG é expansiva, diferenciada, focada na maximização de valor a longo prazo e em constante evolução”, disse por e-mail um porta-voz da empresa com US$ 6,2 trilhões sob gestão.

A Fidelity Investments acredita que a classificação não reflete adequadamente seu “compromisso de longo prazo com os investimentos ESG”, disse Pam Holding, responsável por gestão de ativos ESG e corresponsável de renda variável da empresa, em comunicado enviado por e-mail. Ela destacou os três fundos mútuos ESG de gestão ativa da empresa e três fundos de índice, além de mais de 400 disponíveis para investidores em sua plataforma.

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Especialistas em sustentabilidade

Além de analisar empresas de investimento, a Morningstar estudou como os critérios ESG são implementados por cada fundo. A empresa analisou mais de 100 estratégias e descobriu que, entre os que receberam as classificações ESG mais altas, estavam os fundos administrados por especialistas em investimentos sustentáveis Stewart Investors e Impax Asset Management.

Alguns fundos rotulados como sustentáveis ou ESG oferecem apenas compromissos ESG ‘básicos’ aos investidores. A gama de fundos Sustainable Future da Natixis ‘não tem meios para implementar as melhores práticas’, de acordo com o relatório da Morningstar. Isso resultou em investimentos em empresas vistas como atrasadas em questões ESG, como General Motors, Wells Fargo e Monster Beverage, segundo o relatório.

A Natixis está confiante nos padrões de sua seleção e monitoramento ESG, disse Edward Farrington, responsável por aposentadoria e distribuição institucional, em comunicado

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