Deutsche Bank afirma que não fará negócios com Donald Trump

A decisão ocorre poucos dias depois dos ataques ao Capitólio. De acordo com o NYT, trata-se de um dos credores mais importantes do atual presidente dos EUA

O banco alemão Deutsche Bank anunciou, nesta quarta-feira, que não fará mais negócios com o atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. De acordo com informações do The New York Times, a decisão tem um peso significativo. A instituição é uma dos maiores credoras de Trump: ao todo, ele tem US$ 340 milhões em empréstimos, a serem pagos até 2024.

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De acordo com o jornal norte-americano, as informações vieram a partir de uma pessoa familiarizada com o assunto dentro do banco.

Ambas as decisões vêm poucos dias após o ataque ao Capitólio, que mobilizou diferentes instituições privadas a tomarem medidas contra Trump. Depois das redes sociais, parece que agora é vez das financeiras aplicarem medidas em relação ao atual chefe de Estado dos EUA.

Por parte do Deutsche Bank, foi possível notar manifestações de Christiana Riley, chefe das operações do banco nos EUA, a partir de um post no LinkedIn. “Temos orgulho de nossa Constituição e apoiamos aqueles que buscam defendê-la para garantir que a vontade do povo seja mantida e uma transição pacífica de poder ocorra”, escreveu ela.

Mas, a decisão não começou a ser pensada recentemente. A  agência de notícias Reuters relatou em novembro que o Deutsche estava procurando maneiras de encerrar seu relacionamento com Trump após as eleições nos Estados Unidos, já que se cansava da “publicidade negativa” decorrente dos laços com o atual presidente dos EUA.

Além do banco alemão

O Signature Bank também está cortando laços com Trump. Mais uma vez, trata-se de instituição financeira importante para o atual presidente, dado que a ajudou Trump a financiar seu campo de golfe na Flórida e é onde Ivanka Trump, filha do presidente, já foi membro do conselho.

Ao NYT, Susan Turkell, porta-voz do banco, disse que o Signature decidiu que "não fará negócios no futuro com nenhum membro do Congresso que votou por desconsiderar o Colégio Eleitoral". A executiva afirma, ainda, que a instituição começou a fechar as duas contas pessoais de Trump, que tinham cerca de US$ 5,3 milhões.

Por enquanto, nem a Trump Organization ou a Casa Branca quiseram se pronunciar a respeito do tema.

De acordo com informações da CNN, esses não são as únicas instituições financeiras com as quais Trump tem se relacionado. Há, ainda, informações deque o presidente teria até US$ 50 mil em uma conta corrente do First Republic. Contudo, um porta-voz da instituição afirmou que a única conta pertencente a Trump agora estava fechada – sem dizer quando isso aconteceu.

Além disso, o presidente tem entre US$ 5 milhões e US$ 25 milhões em contas no Capital One (COF) e entre US$ 500 mil e US$ 1 milhão no JP Morgan Chase. Por fim, Trump também afirmou ter até US$ 250 mil no Bank United.

O JP Morgan não quis comentar o caso. O Capital One afirmou que o banco não discute relacionamentos com clientes e o Bank United não respondeu à reportagem da emissora.

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