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CDB com vencimento em 3 ou 6 meses é bom negócio? Especialistas avaliam

Oferta de títulos de curto prazo aumentou, mas a liquidez limitada e a cobrança de Imposto de Renda podem diminuir o retorno líquido do investimento

A pandemia do novo coronavírus aumentou a necessidade de captação financeira dos bancos. Para navegar de forma segura pela crise, as instituições aumentaram a atratividade de seus títulos de dívida, o que trouxe ao mercado uma nova variedade de Certificados de Depósito Bancário, os famosos CDBs.

Quem navega pela área de CDBs do homebroker da corretora ou do banco já deve ter notado as novas opções. Além de o retorno, calculado pelo CDI, ter sido esticado, os títulos ganharam prazos de vencimento diferentes.

Agora já é possível encontrar CDBs com vencimento de 30, 60, 90 e 120 dias. De acordo com um levantamento feito pela gestora Magnetis a pedido da EXAME Invest, há pelo menos 70 opções de títulos com vencimento menor que um ano disponíveis no mercado.

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Com rendimento ligeiramente maior que a dos CDBs de liquidez diária, esses títulos podem parecer mais atrativos à primeira vista, mas é importante considerar alguns fatores antes de investir.

Vale a pena para a reserva de emergência?

Quem escolhe um desses títulos para compor a reserva de emergência deve ter cautela com o tempo de resgate. Embora 30, 60, 90 ou 180 dias não sejam prazos tão extensos, é preciso lembrar da regra de ouro da reserva de emergência: liquidez imediata. A reserva serve para cobrir eventuais situações inesperadas, e muitas delas não permitem que o investidor espere 1, 2 ou 6 meses para usar o dinheiro.

"Um rendimento um pouco maior pode parecer tentador, mas a reserva de emergência é, antes de qualquer coisa, um dinheiro para contar a todo momento", lembra Alan Ghani, analista de renda fixa da EXAME Research.

De acordo com os dados levantados pela Magnetis, um CDB com vencimento em 90 dias pode render 10 pontos (calculados com base no CDI) mais que um de liquidez diária. Já a diferença para o Tesouro Selic pode ser de até 20 pontos (também com base no CDI).

A análise feita pela gestora considera títulos emitidos por instituições com riscos diversos, mas serve como base para analisar o comportamento do mercado.

A diferença percentual pode parecer grande, mas, colocando na ponta do lápis, esses 10 ou 20 pontos representariam algo como 0,2% ou 0,4% em um ano, considerando o patamar atual da taxa Selic de 2% ao ano. Como os títulos vencem em um prazo inferior a 12 meses, a vantagem é ainda menor.

O investidor estará se comprometendo a ficar com o dinheiro preso por alguns meses em troca de um bônus de rentabilidade bastante modesto.

"O ativo mais recomendável para ser usado como reserva de emergência é o Tesouro Selic. Embora a rentabilidade dos CDBs seja maior, é preciso lembrar que existe um risco de crédito, ainda que esses títulos sejam cobertos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), observaDaniel Jannuzzi, economista da Magnetis.

"Supondo que você precise do recurso e o emissor do título quebre, o FGC tem um prazo para pagar. No caso do último banco liquidado, esse prazo foi de 2 semanas", afirma Jannuzzi.

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Cuidado com a mordida do leão

Outro ponto de atenção para esses títulos é a cobrança de Imposto de Renda. Como qualquer outra aplicação de renda fixa, o rendimento dos CDBs é tributado de acordo com a tabela regressiva do IR.

Dito isso, é importante ressaltar que os CDBs são resgatados automaticamente no vencimento estipulado. Ou seja: mesmo que o investidor não precise do dinheiro no prazo estabelecido, os recursos serão automaticamente creditados com as devidas correções tributárias.

Aplicações resgatadas antes dos 180 dias sofrem uma mordida de 22,5%, e as que são resgatadas entre 181 e 360 dias têm um desconto de 20% no rendimento. Com um CDI na casa dos 2% ao ano, a cobrança do IR pode, sim, fazer diferença na hora de estimar o lucro da aplicação.

A Magnetis calculou o retorno líquido médio dos CDBs com prazo inferior a 12 meses disponíveis no mercado. Veja abaixo:

Prazo de resgate (em dias) Rendimento bruto (% do CDI) Rendimento líquido (% do CDI) 
1 109% 84%
60 106% 82%
90 116% 90%
180 106% 85%

A tributação regressiva do Imposto de Renda faz com que CDBs com vencimento após os 6 meses tenham um retorno ligeiramente melhor, ainda que o rendimento bruto seja igual. Vale lembrar, no entanto, que o retorno dos CDBs de liquidez diária depende da janela de resgate e do próprio prazo de vencimento do título.

"Ao contrário do que se pode imaginar, os CDBs com liquidez diária têm, sim, um prazo de resgate. Os bancos emitem títulos com vencimento de 1, 2 ou 3 anos, mas permitem que o investidor recorra aos recursos a qualquer momento. Mesmo que o investidor não resgate, esses CDBs vão vencer eventualmente, e aí haverá a cobrança de Imposto de Renda", diz Jannuzzi, da Magnetis.

CDB de longo prazo rendendo menos

É curioso notar que boa parte dos CDBs com prazo de vencimento superior a 3 meses têm um rendimento menor que os "irmãos" com resgate mais curto. O economista da Magnetis explica que os bancos estão evitando oferecer taxas muito altas em razão da expectativa de alta da Selic ainda em 2021, o que deve impactar o CDI.

"O mercado está de olho na curva de juros futuros. Se ofertarem um percentual maior do CDI, os bancos podem acabar pagando um retorno alto demais quando a Selic começar a subir", pontua Jannuzzi.

Antes de a pandemia do coronavírus chegar, o rendimento médio dos CDBs de curto prazo estava em torno dos 100% do CDI. Com a queda brusca na Selic, os bancos ampliaram o retorno prometido para trazer mais atratividade para os títulos. É natural que, quando o curso se inverter, o investidor volte a ver percentuais do CDI mais magros.

Objetivo com prazo específico

Embora não sejam indicados para a reserva de emergência, os CDBs de curto prazo podem ser uma boa alternativa para quem tem planos para o dinheiro aplicado. O investidor que estiver pensando em comprar um carro, pagar parte da casa ou até fazer uma viagem pode casar o prazo de resgate do título com a data de realização do plano. Nesse caso, a menor vantagem na rentabilidade passa a fazer sentido.

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