C6 Bank mira IPO em 2021 e chegada ao lucro, diz CEO e fundador

A expectativa é que o banco digital, que anunciou aporte de R$ 1,3 bilhão de famílias nesta quarta, se torne lucrativo em 2021, diz Marcelo Kalim

O C6 Bank planeja fazer uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) em 2021, após ter anunciado nesta quarta-feira, 2, que recebeu um aporte de 1,3 bilhão de reais de um grupo de cerca de 40 investidores.

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"Um horizonte de 12 meses para um IPO, com a janela do jeito que está, parece ser um prazo bastante interessante", disse o presidente e fundador do banco digital, Marcelo Kalim.

A rodada, coordenada pelo Credit Suisse, envolveu sobretudo famílias e foi uma preferência do C6 Bank, em vez de buscar um sócio estratégico, como um fundo de private equity, disse Kalim.

Com o investimento, o grupo prevê acelerar ainda mais a base de clientes, que já quadruplicou neste ano, para 4 milhões, além de ampliar a plataforma de investimentos e avançar em novas linhas de negócio.

"Nosso plano é ser um banco completo", disse o executivo, ressalvando que isso não deve incluir a atividade de banco de investimento.

Kalim fundou o C6 há cerca de dois anos, após ter deixado o BTG Pactual, banco de investimentos do qual foi um dos principais sócios. Juntos dele estão ex-sócios do BTG, como Leandro Torres, Luiz Marcelo Calicchio, o Teco, e Adriano Ghelman, entre outros executivos. Carlos Fonseca foi outro ex-sócio do BTG que participou da fundação do C6, mas deixou o banco no início do ano e fundou a Galapagos Capital.

Com sede em São Paulo, o C6 tem um banco nas Ilhas Cayman, uma corretora em Nova York e outra em São Paulo, além da empresa de pagamentos PayGo, a de seguros Som.us, a desenvolvedora de aplicações de pagamentos Setis e a edutech Idea9.

Com cerca de 5,3 bilhões de reais em ativos e uma carteira de crédito para pessoas físicas e jurídicas de ao redor de 4 bilhões de reais, o C6 deve atingir o lucro em 2021, enquanto se prepara para a listagem em bolsa, disse Kalim. O grupo tem cerca de 1.400 empregados, 325 consultores empresariais e 12.000 correspondentes bancários.

(Com a Redação)

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