Bitcoin valoriza 45% em menos de um mês; veja como investir

Historicamente descorrelacionado dos mercados tradicionais, o ativo digital é uma boa opção para quem busca otimizar e mitigar riscos da carteira por meio da diversificação. Entenda
 (Yuichiro Chino/Getty Images)
(Yuichiro Chino/Getty Images)
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Da Redação

Publicado em 18/10/2021 às 16:54.

Última atualização em 18/10/2021 às 17:00.

Com o aumento das preocupações em torno da inflação e do ritmo de recuperação da atividade econômica, a dinâmica dos mercados não apresentou alteração significativa nas últimas semanas. Mas, para uma modalidade bem específica de ativos, a aversão generalizada ao risco não parece estar sendo um problema. Estamos falando das criptomoedas, com foco especial na mais famosa delas: o bitcoin.

Para ter uma ideia, o preço de uma unidade da moeda digital, que em 21 de setembro estava na casa dos 40.000 dólares, saltou para os 58.000 observados na quinta-feira, 14 de outubro — configurando uma impressionante valorização de 45% em menos de um mês. Se olharmos para a valorização em reais no período o aumento é ainda mais expressivo: saindo de 214.000 para 320.000.

bitcoin valorização

(Google Finance/Reprodução)

Dentre os fatores que ajudam a explicar essa alta, destaca-se a forte descorrelação do bitcoin com as aplicações de risco mais tradicionais, como as ações.

Essa capacidade de “blindagem” das oscilações provocadas por fatores que normalmente atingem em cheio outros mercados é, inclusive, uma das principais características das criptomoedas.

Não à toa, elas costumam ser apontadas por especialistas como uma opção bastante estratégica na composição de um portfólio diversificado, especialmente diante de cenários de altas incertezas políticas e econômicas, como o que vivemos agora.

A importância do bitcoin na diversificação de sua carteira

 

Justamente por estar descorrelacionado de mercados tradicionais, o bitcoin pode cumprir a importante tarefa de mitigar os riscos (e potencializar os retornos) de uma carteira de investimentos. Isso porque o portfólio fica menos exposto a ativos cujos preços variam de acordo com o humor dos investidores ou por conta de políticas macroeconômicas mal dimensionadas, por exemplo.

Mas vale destacar que “mitigar riscos”, neste caso, é diferente de oferecer proteção. As criptomoedas não estão completamente imunes a questões adversas em setores mais convencionais da economia e, em crises mais amplas, acabam sofrendo como qualquer outra aplicação de risco. Afinal, estamos falando de uma modalidade de renda variável que, como tal, apresenta altos níveis de volatilidade.

Assim, diante dessa dualidade, é recomendável que as criptomoedas estejam presentes na carteira, mas que não representem uma parcela muito grande do montante total investido. “Algo em torno de 5% dentro de uma cesta diversificada de ativos já é suficiente para cumprir a importante função descrita acima, mas esse percentual obviamente vai depender de seu perfil de investidor e, principalmente, do seu apetite por risco”, explica Gabriel Casonato, analista de investimentos no BTG Pactual digital.

O especialista reforça que ativos que apresentem baixa correlação entre si são importantes quando se está buscando uma otimização da carteira por meio da diversificação. “Principalmente agora, num momento em que cada vez mais fundos se expõem à mais famosa das criptomoedas e na iminência da aprovação do primeiro ETF nos EUA, que contribuem para as apostas de que novas máximas podem chegar ainda em 2021 — o pico histórico do BTC, de pouco mais de 63.000 dólares, foi conquistado em abril deste ano”, diz.

Como investir em bitcoin

 

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