Nota de real, reias, 200 reais, 100 reais, 50 reais, dinheiro, inflação, invetimento, juros, moeda Foto: Leandro Fonseca Data: 04/02/2025 (Leandro Fonseca/Exame)
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Publicado em 26 de janeiro de 2026 às 05h00.
O ano de 2026 marca uma virada importante para mercados globais e brasileiros. Segundo o relatório Onde Investir 2026, elaborado pelo BTG Pactual, o período será de normalização monetária, retomada gradual de crescimento e novas oportunidades em renda fixa, ações, fundos imobiliários, cripto e investimentos no exterior.
O documento, que se tornou referência anual para investidores, detalha projeções macroeconômicas, cenários setoriais e recomendações estratégicas para compor carteiras em um ambiente de juros em queda e maior previsibilidade econômica.
O relatório aponta que 2025 foi marcado pela Selic a 15%, o maior nível em duas décadas, e por uma política monetária firme destinada a conter pressões inflacionárias.
Para 2026, o BTG Pactual projeta Selic encerrando o ano em 12%, abrindo espaço para a retomada gradual da atividade e para um ambiente mais favorável aos ativos de risco.
No exterior, o estudo destaca três movimentos-chave que reduzem incertezas e criam um pano de fundo mais construtivo para investidores:
Com a perspectiva de cortes de juros, o BTG Pactual recomenda atenção especial aos títulos prefixados, especialmente aqueles com vencimentos intermediários (2028 e 2029), que tendem a capturar a queda da curva de juros.
Para proteção inflacionária, o relatório destaca as NTN-Bs voltadas para prazos longos (títulos públicos que pagam ao investidor uma taxa de juros real, hoje chamados oficialmente de Tesouro IPCA+), como 2035, que combinam carrego real elevado e resiliência a choques.
Crédito privado: oportunidades em emissores sólidos
Entre as recomendações, o relatório aponta operações robustas, como:
O foco está em emissores com fundamentos fortes e assimetria positiva de retorno.
Entre os Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs), o relatório destaca:
Para 2026, o BTG Pactual aponta que a renda variável global segue sustentada por setores como:
Já a renda fixa internacional se beneficia do movimento de normalização, com foco em emissores investment grade, TIPS e títulos soberanos de qualidade.
O relatório mostra que 2025 foi um divisor de águas:
Para 2026, o BTG Pactual vê um ambiente favorável para: