Brasil luta para não cair para a segunda divisão, diz Buccini, da Rio Bravo

No programa Fala, Gestor!, da EXAME Research, diretor da Rio Bravo avalia que o país não tem condições de produtividade para crescer muito rápido

O ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente Jair Bolsonaro começaram com um plano de governo ambicioso, que se pretendia capaz de desburocratizar o país, elevar os investimentos estrangeiros e privados, enxugar parte da máquina estatal e adotar maior eficiência. Com o andar da carruagem e com a pandemia como grande agravante, no entanto, as coisas mudaram — e um time que chegou para ganhar o campeonato “agora está lutando para não cair para a segunda divisão”. A visão assertiva é do economista e diretor de renda fixa e multimercados da Rio Bravo Investimentos, Evandro Buccini, compartilhada durante o programa Fala, Gestor!, da EXAME Research.

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“Na parte econômica, a verdade é que começamos com um governo ambicioso e tudo mudou após a pandemia. Era um time que começou para ganhar o campeonato e está lutando agora para não cair para a segunda divisão”, afirmou Buccini, na live transmitida no canal do YouTube da EXAME Research.

“Infelizmente, o Brasil não tem condições de produtividade e não tem meios para crescer muito rápido. Essa é uma situação que não vejo se resolvendo nos próximos cinco anos. Infelizmente, não teremos um crescimento extraordinário neste ano, será algo medíocre, ao redor de 3%, para pavimentar o caminho para outros 2% no ano seguinte, na nossa leitura.”

O programa ao vivo Fala, Gestor!, que se dedica a receber gestores de fundos de investimento, da terça-feira, 5, foi o primeiro de 2021: além de Buccini, esteve presente o gestor do fundo sistemático da Rio Bravo, André Blanco.

Além de discutirem as perspectivas da Rio Bravo para o Brasil neste ano, ambos também comentaram sobre o processo de investimento da gestora em novas estratégias, como a quantitativa. O fundo Rio Bravo Sistemático, proposta da casa com abordagem via algoritmos, vem como resultado de um movimento da indústria de fundos não só pelo investimento em empresas inovadoras e tecnológicas como também na modernização de suas próprias operações.

“A tecnologia ajuda a melhorar processos e ter uso intensivo dela não será mais um diferencial dentro de alguns anos, será a regra”, afirmou Buccini, fazendo referência a mudanças que não apenas a Rio Bravo adotou como outras gestoras tradicionais no Brasil, caso da Kapitalo, da Mauá e da Claritas, entre outras.

As estratégias quantitativas ou sistemáticas, como são conhecidas, consistem no uso de algoritmos para ler uma imensidão de dados do mercado financeiro, em bases programadas e construídas pelas próprias gestoras ou compradas, e indicar tendências e direções dos ativos financeiros.

Em maior ou menor grau, o uso de dados é uma realidade com a qual o mercado já convive há décadas, mas a utilização de algoritmos na gestão ganhou tração no Brasil nos últimos anos, em especial na figura de gestoras dedicadas exclusivamente a esse tipo de abordagem, como Pandhora, Giant Steps, Kadima, Murano e NCH Capital, entre outros nomes.

A visão macroeconômica da Rio Bravo conflui menos para a gestão quantitativa do fundo da casa porque, na abordagem sistemática, pouco ou nenhuma discricionariedade é usada, ou seja, os algoritmos identificam e ditam o caminho da gestão no produto, com baixa propensão à interferência do gestor.

No entanto, como uma gestora que traça cenários macroeconômicos, muitas vezes o processo de elaboração e desenvolvimento dos modelos quantitativos leva em consideração as perspectivas para o comportamento de mercado, seja para incorporar uma visão mais defensiva ou mais agressiva, explicaram os gestores.

Para ver a live completa de ontem, acesse aqui.

* Juliana Machado é especialista em fundos de investimento da EXAME Research

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