ADRs da Petrobras despencam mais de 14%; EWZ supera 5% de queda

Saída de presidente da Petrobras e nomeação de general elevam preocupação sobre agenda liberal do governo

Os ativos brasileiros negociados nos Estados Unidos sofrem fortes perdas na manhã desta segunda-feira, 22, com investidores repercutindo as recentes declarações do presidente Jair Bolsonaro e a interferência do governo na Petrobras.

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Ainda precificando a demissão do então presidente da estatal Roberto Castello Branco e nomeação do general Joaquim Silva e Luna para o lugar, as ADRs da Petrobras despencam mais de 14% no pré-mercado americano. Na sexta-feira, 19, quando a saída do executivo ainda era apenas um rumor, as ações da companhia caíram cerca de 7% no Brasil.

Também sofre perdas significativas o ETF EWZ, que representa o mercado brasileiro nos Estados Unidos. Antes mesmo da abertura dos negócios, a queda do EWZ já supera 5%.

No sábado, o presidente Jair Bolsonaro sinalizou que novas trocas podem estar por vim. "Na semana que vem teremos mais", disse sem citar nomes. Segundo coluna do Lauro Jardim, do O Globo, o presidente do Banco do Brasil, André Brandão, já está na mira. Segundo a reportagem, o  contrato do executivo expira em março e não será renovado.

Temendo a interferência política, algumas das principais empresas do governo, como Banco do Brasil e Eletrobras, tiveram suas recomendações rebaixas neste fim de semana pelo Credit Suisse.

Além do peso das ações da Petrobras no mercado local, investidores temem que as medidas - consideradas populistas - se estendam para além das estatais.

No mercado, já há quem especule uma possível saída do ministro Paulo Guedes, considerado praticamente insubstituível. Mas mesmo com sua permanência, investidores já veem uma maior fragilidade da agenda liberal do governo.

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