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UBTECH: empresa criou nova fábrica na China (UBTECH/Reprodução)
Repórter de Inteligência Artificial e Tecnologia
Publicado em 21 de setembro de 2026 às 13h01.
Última atualização em 21 de setembro de 2026 às 17h33.
A UBTECH colocou em operação, em 12 de setembro, uma fábrica em Liuzhou capaz de produzir um robô humanoide a cada dez minutos e mais de 10 mil unidades por ano. A planta usa robôs, veículos autônomos e gêmeo digital. Segundo a empresa, cada unidade passa por mais de quatro horas de testes antes de ser armazenada.
Uma fábrica na China começou a produzir um robô humanoide industrial a cada 10 minutos. A planta, da empresa chinesa UBTECH, entrou em operação em 12 de setembro em Liuzhou, na região autônoma de Guangxi Zhuang, e tem capacidade projetada de mais de 10 mil unidades por ano.
Com 14 mil metros quadrados e 13,8 metros de altura, a fábrica produz principalmente as linhas Walker S, voltada a aplicações industriais, e Cruzr, de uso em serviços e interação.
Segundo a UBTECH, cada robô passa por mais de quatro horas de testes completos e uma inspeção visual de 360 graus antes de sair da linha, e é então armazenado em um depósito automatizado capaz de guardar 112 unidades em apenas 65 metros quadrados, com veículos guiados e empilhadeiras sem operador cuidando da movimentação entre montagem, teste e estoque.
A fábrica foi construída em parceria com a Siemens Digital Industries Software, que desenvolveu com a UBTECH um sistema de gestão de operações e tecnologia de gêmeo digital, apelidado de "cérebro inteligente" da planta.
Na linha de montagem final, braços robóticos colaborativos, veículos de logística sem condutor, manipuladores de assistência à força e mesas de trabalho rotativas permitem fabricar diferentes modelos na mesma linha, sem sistemas de montagem separados. Máquinas com diferentes níveis de autonomia trabalham juntas com pouca ou nenhuma supervisão humana.
Segundo o vice-presidente da UBTECH Fang Jianxin, em entrevista ao jornal estatal chinês Global Times, o país acumulou nas últimas duas décadas engenheiros, cientistas e aplicações suficientes para formar uma base de fornecedores, capacidade de manufatura e pesquisa que sustenta essa escala de produção. "Os robôs chineses já entraram no primeiro escalão global", afirmou.
A abertura da planta acontece em meio a uma aceleração mais ampla da robótica industrial chinesa. Segundo o Escritório Nacional de Estatísticas da China, o país produziu 98.677 robôs industriais em julho, alta de 30,2% sobre o mesmo mês do ano anterior, somando 635.056 unidades nos sete primeiros meses de 2026, um avanço de 28,5%.
A fábrica de Liuzhou não é só um marco técnico. Segundo o portal Tech Times, ela chega em meio a uma corrida de fabricação cujo resultado já parece decidido em favor da China, e cujas consequências geopolíticas apareceram em 29 de julho: a Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC, na sigla em inglês) incluiu robôs humanoides em sua lista de equipamentos vetados, banindo novas importações do tipo por temer que adversários possam assumir remotamente o controle de máquinas conectadas à internet.
Três dias antes da reportagem que revelou os detalhes da fábrica, a UBTECH também começou a entregar o primeiro lote de seu robô humanoide de consumo UWORLD U1, com acabamento em silicone e resposta emocional, encomendado por mais de 13 mil compradores na China.
A empresa concorre no mercado de robôs humanoides chineses com companhias como a Unitree e a AgiBot, em uma corrida que busca tirar o robô humanoide da fase de demonstração e colocá-lo em uso industrial de fato.
Uma capacidade anual de 10 mil unidades a um ritmo de 10 minutos por robô implica cerca de 1.667 horas de produção efetiva por ano, alcançáveis com operação em dois turnos dentro de um calendário industrial normal — o que não garante, no entanto, que a fábrica de fato venda todas as unidades que consegue produzir.
A fábrica fica em Liuzhou, na região autônoma de Guangxi Zhuang, na China, e entrou em operação em 12 de setembro. A planta tem 14 mil metros quadrados, 13,8 metros de altura e capacidade projetada para mais de 10 mil unidades por ano.
A fábrica produz principalmente os robôs Walker S, destinados a aplicações industriais, e Cruzr, voltados a serviços e interação. A estrutura permite fabricar modelos diferentes na mesma linha de montagem.
Braços robóticos colaborativos, veículos sem condutor e manipuladores de assistência à força atuam na montagem e na logística. A fábrica também usa um sistema de gestão e gêmeo digital desenvolvido pela UBTECH em parceria com a Siemens Digital Industries Software.
Cada robô passa por mais de quatro horas de testes completos e por uma inspeção visual de 360 graus, segundo a UBTECH. Depois, as unidades seguem para um depósito automatizado que armazena 112 robôs em apenas 65 metros quadrados.
A China produziu 98.677 robôs industriais em julho, alta anual de 30,2%, segundo o Escritório Nacional de Estatísticas do país. Nos sete primeiros meses de 2026, a produção alcançou 635.056 unidades, avanço de 28,5%.
A FCC incluiu robôs humanoides em sua lista de equipamentos vetados em 29 de julho, segundo o Tech Times. A medida bloqueia novas importações desse tipo de equipamento devido ao receio de que máquinas conectadas à internet possam ser controladas remotamente por adversários.