Inteligência Artificial

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Quem domina essa habilidade cresce mais rápido no trabalho, dizem especialistas

Saber fazer perguntas claras e dar comandos objetivos para inteligências artificiais começa a ganhar espaço como diferencial competitivo no mercado de trabalho

Saber orientar inteligências artificiais de forma estratégica começa a ganhar espaço no mercado de trabalho (Nuthawut Somsuk/Getty Images)

Saber orientar inteligências artificiais de forma estratégica começa a ganhar espaço no mercado de trabalho (Nuthawut Somsuk/Getty Images)

Publicado em 8 de maio de 2026 às 05h05.

Última atualização em 8 de maio de 2026 às 18h10.

Durante muito tempo, dominar ferramentas digitais significava saber usar planilhas, programas de apresentação ou plataformas de gestão.

Agora, uma nova habilidade começa a ganhar espaço entre profissionais de diferentes áreas: a capacidade de se comunicar de forma estratégica com inteligências artificiais.

Especialistas em tecnologia, produtividade e mercado de trabalho apontam que saber orientar ferramentas como o ChatGPT pode acelerar processos, melhorar entregas e aumentar a produtividade no ambiente profissional.

A habilidade que empresas começaram a observar

Mais do que apenas “usar IA”, o diferencial está na forma como o profissional conduz a ferramenta. Perguntas vagas costumam gerar respostas genéricas. Já comandos detalhados, com contexto, objetivo e direcionamento claros, tendem a produzir resultados mais úteis e precisos.

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Na prática, isso significa saber explicar exatamente o que precisa ser feito, definir tom de voz, formato, profundidade da resposta e até o público para o qual aquele conteúdo será produzido.

Esse processo ficou conhecido informalmente como “engenharia de prompt”, termo usado para descrever a criação de comandos mais estratégicos para ferramentas de IA.

O impacto no trabalho

Em áreas como comunicação, marketing, atendimento, programação, educação e análise de dados, profissionais já utilizam IA para acelerar tarefas que antes levavam horas.

Resumos, revisões de texto, brainstorming, pesquisas iniciais e organização de informações estão entre os usos mais comuns.

Mas a diferença aparece justamente na qualidade do direcionamento. Enquanto alguns usuários recebem respostas superficiais, outros conseguem transformar a ferramenta em uma assistente capaz de estruturar ideias, revisar materiais complexos e adaptar conteúdos para diferentes públicos.

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Especialistas destacam que a habilidade não está ligada apenas à tecnologia, mas também à capacidade humana de análise, interpretação e comunicação. A IA depende das informações fornecidas para gerar respostas relevantes.

Por isso, profissionais que sabem contextualizar problemas, organizar raciocínios e identificar o que realmente precisam tendem a obter resultados mais eficientes.

Em muitos casos, a ferramenta funciona mais como amplificadora de produtividade do que como substituta do trabalho humano.

Uma habilidade em expansão

A tendência é que o domínio dessas ferramentas deixe de ser um diferencial restrito à área de tecnologia. Com a popularização da IA em plataformas de escrita, pesquisa e produtividade, a habilidade começa a se espalhar para diferentes setores do mercado.

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Em processos seletivos e ambientes corporativos, cresce a percepção de que profissionais capazes de integrar IA à rotina conseguem executar tarefas com mais agilidade, adaptar conteúdos rapidamente e ganhar tempo em atividades operacionais.

Assim como aconteceu com outras tecnologias no passado, especialistas apontam que a inteligência artificial deve se tornar parte da rotina profissional de forma cada vez mais natural.

Nesse cenário, saber utilizar essas ferramentas com estratégia tende a ser menos uma habilidade técnica isolada e mais uma competência ligada à adaptação, comunicação e produtividade.

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