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Por que o SoftBank vai captar US$ 6,3 bilhões para investir em inteligência artificial (SoftBank/Divulgação)
Jornalista
Publicado em 24 de agosto de 2026 às 10h50.
O SoftBank Group anunciou nesta segunda-feira (24) planos para uma emissão recorde de títulos de dívida no Japão. A captação de 1 trilhão de ienes, o equivalente a cerca de US$ 6,3 bilhões, será destinada a financiar a estratégia do grupo japonês em inteligência artificial.
A operação marca a maior oferta de títulos voltada ao varejo já registrada por uma empresa japonesa. Parte dos recursos também será usada para quitar dívidas emitidas anteriormente pelo conglomerado.
O SoftBank é um dos principais financiadores da OpenAI, com investimentos e compromissos que somam mais de US$ 60 bilhões. O grupo também participa do Stargate, projeto de infraestrutura de inteligência artificial nos Estados Unidos avaliado em US$ 500 bilhões.
Para sustentar esses compromissos, a empresa liderada por Masayoshi Son tem recorrido a diferentes fontes de financiamento. Em agosto, o SoftBank já havia contratado um empréstimo de US$ 10 bilhões usando sua participação na OpenAI como garantia.
Títulos de dívida, também chamados de bonds, funcionam como um empréstimo que investidores fazem a uma empresa. Em troca, recebem o valor de volta ao final do prazo, acrescido de juros periódicos.
Entre os principais termos da operação estão:
Segundo analistas ouvidos pela imprensa internacional, bancos mostraram resistência em assumir o risco de um título de sete anos com classificação um degrau abaixo do grau de investimento. Isso levou o SoftBank a buscar recursos diretamente com famílias japonesas, público que já demonstrou apetite por emissões anteriores da empresa.
O SoftBank não está sozinho nessa corrida. Segundo reportagens internacionais, Alphabet, Meta, Microsoft e Amazon somam compromissos próximos de US$ 2,4 trilhões em gastos ligados à inteligência artificial. Na mesma semana, a chinesa Alibaba captou cerca de US$ 10 bilhões em Hong Kong para investir em chips e data centers.
Mesmo com a nova captação, analistas de mercado apontam que ainda pode restar uma lacuna financeira relevante nos planos do SoftBank, o que sugere novas emissões internacionais nos próximos meses.
Para profissionais de tecnologia, negócios e finanças, o episódio reforça que o financiamento da inteligência artificial deixou de depender apenas de fundos de venture capital. Cada vez mais, o setor recorre a dívida, ativos e mercado de capitais tradicional.
Alguns pontos merecem atenção de quem acompanha o setor: