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Agentes de IA já conseguem navegar por páginas e executar ações diretamente no navegador (Magnific/Reprodução)
Redatora
Publicado em 21 de setembro de 2026 às 05h05.
Até pouco tempo, pedir para uma inteligência artificial pesquisar uma passagem aérea significava receber informações sobre preços e horários.
A etapa seguinte continuava nas mãos do usuário: abrir o site, escolher o voo, preencher os dados e concluir a compra. Os chamados agentes de IA começam a mudar essa divisão de tarefas ao permitir que a própria tecnologia interaja com páginas da internet.
A OpenAI, por exemplo, desenvolveu o Computer-Using Agent (CUA), tecnologia capaz de interpretar o que aparece na tela e usar mouse e teclado virtuais para clicar, rolar e digitar. O recurso foi usado no Operator e hoje integra as capacidades do modo agente do ChatGPT.
Um chatbot tradicional produz uma resposta, já um agente pode executar uma sequência de ações para chegar a um resultado.
No navegador, isso significa identificar um botão, preencher um campo, abrir outra página, comparar informações e continuar o processo.
A tecnologia observa a interface por meio de capturas de tela, interpreta o estado atual da página e escolhe a próxima ação. Se algo muda no caminho, pode tentar adaptar o plano.
A diferença é importante porque muitos serviços digitais não oferecem uma integração específica para cada ferramenta de IA.
Ao operar uma interface gráfica como uma pessoa faria, o agente consegue trabalhar em sites usando elementos comuns, como menus, campos e botões.
A tecnologia pode ser usada em atividades que exigem várias etapas. Preencher formulários, pesquisar produtos, organizar informações em diferentes páginas e realizar tarefas administrativas estão entre os exemplos apresentados pela OpenAI.
No ChatGPT, o modo agente combina navegação visual com outras ferramentas, como pesquisa na web, terminal e conectores. Assim, uma tarefa pode começar com uma busca, passar pela análise das informações e terminar com uma ação em um site.
Dar acesso para uma IA agir também cria novos riscos. Uma página pode conter instruções maliciosas, um agente pode interpretar uma ação de forma incorreta ou um site pode bloquear a automação.
Por isso, os sistemas atuais adotam limites para determinadas ações. O navegador na nuvem do ChatGPT, por exemplo, pausa quando precisa de informações, login ou confirmação do usuário.
A OpenAI também recomenda conferir o endereço do site, as etapas propostas e solicitações de confirmação, além de não inserir senhas, códigos de segurança ou dados de pagamento diretamente na conversa.
A mudança, portanto, não está apenas na capacidade de clicar.
O navegador passa a ser um ambiente onde a IA pode perceber, decidir e agir, enquanto a pessoa define o objetivo e acompanha as etapas que podem gerar consequências importantes.
Para quem trabalha com ferramentas digitais, entender essa nova dinâmica tende a ser cada vez mais relevante.