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IA ganha espaço entre pequenas empresas brasileiras em busca de eficiência e menor custo (Magnific/Reprodução)
Jornalista
Publicado em 10 de setembro de 2026 às 16h54.
Última atualização em 10 de setembro de 2026 às 16h54.
Pequenas empresas brasileiras estão recorrendo à inteligência artificial para executar tarefas que antes consumiam tempo de funcionários ou exigiam contratação de serviços externos.
Uma pesquisa do Sebrae em parceria com o Meta Instituto de Pesquisa mostra que 52% dos pequenos negócios brasileiros usaram IA nas duas semanas anteriores à entrevista, realizada entre março e maio de 2026. Entre os usuários, a tecnologia é utilizada principalmente para aprimorar tarefas que já eram realizadas por funcionários.
Em vez de substituir equipes, o uso mais comum tem sido complementar o trabalho existente. Segundo o levantamento, 90% dos pequenos negócios que utilizam IA não alteraram o número de funcionários por causa da tecnologia nos seis meses anteriores à pesquisa.
Um dos caminhos mais diretos é a automação de tarefas repetitivas. Respostas iniciais a clientes, elaboração de textos, organização de informações e produção de materiais podem ser apoiadas por ferramentas de IA generativa.
Uma pesquisa da Serasa Experian publicada em junho de 2026 mostra que 34,2% das PMEs que já utilizam ou demonstram interesse em IA apontam a redução de custos como um dos principais benefícios da tecnologia. A automação de tarefas aparece logo acima, com 35,9%.
Na prática, uma pequena empresa pode usar IA para:
Entre os pequenos negócios, marketing e divulgação estão entre os usos mais comuns da tecnologia. Pesquisa do Sebrae, realizada com cerca de 5 mil empresas em setembro de 2025, apontou essa finalidade em 59% das micro e pequenas empresas.
Isso permite reduzir a dependência de processos manuais para produzir conteúdos, adaptar mensagens para diferentes públicos e estruturar campanhas.
O uso também avançou em outras áreas. Dados do Cetic.br mostram que a parcela de pequenas empresas brasileiras que utilizam IA passou de 10% em 2024 para 15% em 2025. Entre as aplicações pesquisadas, ferramentas de geração de linguagem natural foram as que mais cresceram.
Reduzir custos não significa simplesmente adicionar uma ferramenta de IA à rotina. O ganho depende de identificar processos que consomem tempo, têm alto volume ou podem ser padronizados.
Segundo a Serasa Experian, 41,3% das PMEs apontam a falta de conhecimento sobre as soluções disponíveis como uma das principais barreiras à adoção.
Por isso, um caminho comum é começar por uma atividade específica, medir o tempo gasto antes e depois da adoção da ferramenta e verificar se houve redução de retrabalho ou de despesas.
O avanço também exige atenção à revisão humana. Informações produzidas por sistemas de IA podem conter erros, e dados de clientes ou da própria empresa não devem ser inseridos em ferramentas sem avaliar as condições de privacidade e segurança.
A adoção da tecnologia também altera a forma como o trabalho é distribuído dentro das pequenas empresas. A pesquisa do Sebrae mostra que 46% dos negócios brasileiros que usam IA precisaram desenvolver novos fluxos de trabalho para incorporar as ferramentas.
Para os profissionais, isso aumenta a importância de saber identificar tarefas automatizáveis, formular bons comandos, revisar resultados e transformar informações produzidas pela IA em decisões úteis.
Com ferramentas mais acessíveis, pequenas empresas passaram a incorporar IA em atividades que vão do marketing ao atendimento e à organização de processos. Os dados indicam que o principal impacto, até agora, está menos na substituição de funcionários e mais na busca por eficiência, produtividade e redução de custos.