Inteligência Artificial

IA faz clientes gastarem até 4,7 vezes mais na maior rede de lojas de departamento no EUA

Caso da Macy’s indica que inteligência artificial já impacta diretamente receita e consumo

Loja da Macy´s em Nova York  REUTERS/Jeenah Moon/File Photo (Jeenah Moon/File Photo/Reuters)

Loja da Macy´s em Nova York REUTERS/Jeenah Moon/File Photo (Jeenah Moon/File Photo/Reuters)

Publicado em 14 de abril de 2026 às 14h29.

Última atualização em 14 de abril de 2026 às 14h46.

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A inteligência artificial já deixou de ser um tema de inovação para virar resultado direto no caixa. Um exemplo recente vem da Macy’s, uma das maiores redes de lojas de departamento dos Estados Unidos.

A empresa registrou um salto relevante no comportamento de consumo após integrar IA à jornada de compra.

Clientes que utilizaram o assistente virtual da empresa passaram a gastar, em média, 4,75 vezes mais por visita do que aqueles que não interagiram com a tecnologia, segundo dados apresentados pela companhia após testes com parte da sua base digital.

O número não apenas chama atenção, ele redefine o papel da IA na estratégia de negócios. Mais do que eficiência operacional, a tecnologia começa a impactar diretamente o topo do funil: receita.

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O que explica o salto de consumo

O principal diferencial está na forma como a IA altera a experiência do cliente. Em vez de buscas tradicionais, o consumidor passa a interagir com um sistema capaz de entender contexto, intenção e preferências.

No caso da Macy’s, o assistente funciona como um “consultor de compras”, sugerindo combinações completas de produtos — não apenas itens isolados. Recursos como recomendações personalizadas e provadores virtuais aumentam o valor médio do carrinho .

Na prática, isso muda o comportamento de consumo:

  • O cliente compra mais itens por visita
  • Aumenta o ticket médio
  • Reduz o tempo de decisão

Esse modelo se aproxima mais de um atendimento humano qualificado do que de um simples buscador.

A corrida das grandes varejistas

O movimento não é isolado. Dados da Bloomberg Intelligence indicam que cerca de 40% dos maiores varejistas dos Estados Unidos já implementaram algum tipo de assistente baseado em IA.

A lógica por trás dessa adoção é manter o consumidor dentro do próprio ecossistema digital.

Sem esse tipo de tecnologia, empresas correm o risco de perder a etapa de descoberta de produtos para plataformas externas baseadas em IA — o que desloca não só a jornada, mas também a receita.

Mais do que chatbot: um novo modelo de vendas

O que diferencia as soluções mais avançadas é a transição de “chatbots” para agentes inteligentes.

Esses sistemas deixam de apenas responder perguntas e passam a atuar como vendedores digitais, capazes de interpretar necessidades e montar soluções completas. Esse nível de personalização é apontado por especialistas como um dos principais vetores de crescimento no varejo digital.

Embora ainda existam dúvidas sobre o impacto de longo prazo em lucratividade, os primeiros indicadores são consistentes: a influência da IA no consumo já é “direcionalmente positiva”, segundo análises do setor.

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