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(Ai Meow/Reprodução)
Repórter de Projetos Especiais
Publicado em 16 de setembro de 2025 às 18h07.
Última atualização em 16 de setembro de 2025 às 18h12.
Uma criança engatinha para dentro de um foguete prestes a decolar. Um Cristiano Ronaldo zumbi encara uma partida de futebol surreal. Gatos humanizados vivem dramas dignos de novela.
Pode parecer um sonho delirante, mas é o novo fenômeno que tomou conta do YouTube: vídeos gerados por inteligência artificial – e consumidos por milhões de usuários ao redor do mundo.
Dados da empresa de análise Playboard, apurados pelo The Guardian, mostram que, em julho de 2025, 9 dos 100 canais que mais cresceram globalmente no YouTube exibiam apenas conteúdo criado por IA.
Essa avalanche de vídeos inusitados recebeu uma alcunha incômoda: “AI slop”, ou “conteúdo porcaria de IA”. O termo define materiais de baixa qualidade, muitas vezes repetitivos, surrealistas e grotescos, produzidos em massa por algoritmos, e que ocupam um espaço cada vez maior nas plataformas digitais.
Para especialistas, essa tendência marca o avanço de uma nova etapa da chamada da internet. “A IA está inundando a internet com conteúdo que essencialmente é lixo”, afirma o professor Akhil Bhardwaj, da Universidade de Bath.
Diante do avanço do fenômeno, o YouTube já começou a reagir, bloqueando a monetização de vídeos considerados “não autênticos” ou repetitivos.
Após ser questionada pela reportagem do Guardian, a plataforma informou que removeu três dos canais analisados e cortou a monetização de outros dois. Ainda assim, o ritmo de surgimento desses vídeos segue acelerado, impulsionado por ferramentas como o Veo 3, do Google, e o Grok Imagine, da empresa de Elon Musk.
Por trás do desconforto que o “AI slop” provoca, existe um dado inegável: a tecnologia está evoluindo rápido e transformando as regras do jogo para quem trabalha com criação de conteúdo, audiovisual, marketing e inteligência artificial.
Para os profissionais, dominar ferramentas de geração de conteúdo por IA não é apenas uma habilidade técnica, mas uma exigência para quem deseja protagonizar o futuro do digital. Ao mesmo tempo, compreender as implicações éticas e regulatórias desse movimento será crucial para garantir que a qualidade da experiência online não seja totalmente corroída por algoritmos.
De olho em quem deseja ingressar nesse mercado, a EXAME e Saint Paul apresentam o pré-MBA em Inteligência Artificial para Negócios, um treinamento introdutório ao seu curso de pós-graduação, por apenas R$37.
Ao final dos quatro encontros virtuais, que totalizam uma carga horária de três horas, todos os participantes receberão um certificado de conclusão do treinamento assinado pela Saint Paul e EXAME para incluir no currículo.
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