Inteligência Artificial

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Bancos passam a considerar a IA como critério na análise de crédito para empresas — entenda o porquê

Além dos indicadores financeiros, alguns credores começam a avaliar como empresas utilizam inteligência artificial para medir competitividade e riscos futuros

Bancos passam a considerar a IA como critério na análise de crédito para empresas — entenda o porquê (Magnific/Reprodução)

Bancos passam a considerar a IA como critério na análise de crédito para empresas — entenda o porquê (Magnific/Reprodução)

Publicado em 13 de julho de 2026 às 15h15.

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Conseguir um empréstimo sempre dependeu de fatores como faturamento, fluxo de caixa e capacidade de pagamento. Agora, um novo elemento começa a aparecer na avaliação de algumas instituições financeiras: a estratégia de inteligência artificial das empresas.

O que está mudando na análise de crédito

Segundo reportagem da Forbes, alguns credores dos Estados Unidos passaram a perguntar às empresas como elas utilizam inteligência artificial ou se possuem um plano para incorporar essa tecnologia às operações.

A mudança não significa que negócios sem IA deixam automaticamente de obter crédito. A tecnologia é analisada como um fator adicional para estimar a capacidade de adaptação da empresa diante das transformações do mercado. Os critérios financeiros tradicionais continuam sendo os principais indicadores na concessão de empréstimos.

Por que a inteligência artificial entrou nessa avaliação

Ao conceder crédito, bancos procuram reduzir riscos. Se um setor passa por mudanças aceleradas, torna-se importante entender se uma empresa conseguirá manter sua competitividade durante o período em que estará pagando o financiamento.

Esse raciocínio é mais comum em segmentos baseados no trabalho intelectual, como escritórios de advocacia, consultorias, empresas de marketing, contabilidade e planejamento financeiro. Nessas áreas, ferramentas de inteligência artificial já conseguem automatizar pesquisas, produção de documentos, análises e atendimento.

Já setores como construção civil, manutenção e serviços presenciais tendem a sofrer impactos diferentes, já que grande parte das atividades depende da execução física do trabalho.

À medida que a inteligência artificial ganha importância nas empresas, compreender suas aplicações práticas se torna uma habilidade valorizada. O Pré-MBA em IA da EXAME e Saint Paul reúne conceitos e casos de uso por R$ 37.

Não basta dizer que usa IA

Outro aspecto destacado é que apenas afirmar que utiliza ferramentas como ChatGPT não é suficiente. O interesse dos credores está em entender como a tecnologia contribui para o negócio.

Entre os pontos que podem ser analisados estão a melhoria da produtividade, a otimização de processos, a proteção de dados e a existência de políticas para o uso responsável da inteligência artificial.

Na prática, a tecnologia passa a ser vista como parte da estratégia empresarial, e não apenas como um recurso para tarefas pontuais.

A IA também está transformando os bancos

O movimento ocorre em duas direções. Enquanto empresas incorporam inteligência artificial às operações, bancos também utilizam a tecnologia para acelerar suas próprias análises.

Ferramentas baseadas em modelos de linguagem já ajudam equipes a resumir documentos, organizar informações financeiras e elaborar pareceres, reduzindo o tempo necessário para avaliar pedidos de crédito.

Esse avanço acompanha uma tendência mais ampla. Estudos recentes da consultoria McKinsey mostram que a inteligência artificial generativa vem sendo adotada por organizações para aumentar produtividade, apoiar decisões e automatizar processos administrativos, especialmente em funções corporativas.

O que esse cenário representa para as empresas

Independentemente do porte do negócio, cresce a importância de demonstrar que a empresa acompanha mudanças tecnológicas e possui uma estratégia para utilizá-las de forma segura e alinhada aos objetivos do negócio.

Isso não significa substituir pessoas ou investir em soluções complexas, mas identificar onde a inteligência artificial pode gerar eficiência, reduzir tarefas repetitivas e apoiar decisões. À medida que essa tecnologia se torna parte da rotina das organizações, sua adoção tende a ser considerada em diferentes processos de avaliação, incluindo a concessão de crédito.

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