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Inteligência artificial afetará 40% dos empregos no mundo, diz FMI

No caso das economias avançadas, o impacto pode ser ainda maior, afetando cerca de 60% dos empregos

Kristalina Georgieva: iretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI)

Kristalina Georgieva: iretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI)

Da Redação
Da Redação

Redação Exame

Publicado em 15 de janeiro de 2024 às 08h59.

Última atualização em 15 de janeiro de 2024 às 10h43.

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Segundo a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, a inteligência artificial (IA) influenciará cerca de 40% dos empregos em todo o mundo.

A previsão de Kristalina foi publicada em um post de blog do FMI no domingo, 14, apoiando-se em análises recentes da organização.

No texto, a diretora destacou que as economias avançadas enfrentam maiores riscos com a IA, mas também possuem mais oportunidades para aproveitar seus benefícios, em comparação com mercados emergentes e economias em desenvolvimento. Essa diferença se deve à capacidade da IA de impactar empregos de alta qualificação.

Em economias avançadas, a previsão é que cerca de 60% dos empregos sejam afetados pela IA, conforme Georgieva. O impacto, além de aumentar a produtividade de uma metade, causará para outra metade dos trabalhadores a exclusão competa dos seus empregos. O cenário geral será a redução da demanda por trabalho humano, diminuição dos salários e contratações.

Em contrapartida, Georgieva espera que os mercados emergentes e economias em desenvolvimento experimentem uma escala de impacto mais lenta. No entanto, ela alerta para a necessidade de os formuladores de políticas estarem atentos às potenciais desigualdades e tensões sociais que a IA pode acarretar. A diretora do FMI também sugere a implementação de redes de segurança social abrangentes e programas de requalificação para trabalhadores vulneráveis.

O FMI não está sozinho em seus alertas sobre a IA. Em março, a Goldman Sachs reportou que a IA poderia perturbar mais de 300 milhões de empregos. Annesh Raman, vice-presidente do LinkedIn, em entrevista a um podcast em novembro, afirmou que a IA reduziria o valor das habilidades técnicas, tornando as habilidades interpessoais mais importantes. "A validade de um diploma está encurtando de maneira significativa", disse Raman a Molly Wood, apresentadora do podcast "Worklab" da Microsoft.

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