Patrocinado por:
5 tarefas que você deveria entregar para a IA antes que outro profissional faça isso (Magnific)
Jornalista
Publicado em 22 de setembro de 2026 às 17h42.
Profissionais que aprendem a usar inteligência artificial no trabalho não precisam necessariamente entregar tarefas inteiras à tecnologia. Em muitos casos, o ganho está em delegar etapas que consomem tempo e exigem pouco trabalho manual.
Uma pesquisa da Microsoft com mais de 6 mil trabalhadores de 56 empresas identificou redução de tempo em atividades como leitura de e-mails e produção de documentos entre pessoas que utilizaram o Copilot.
O ponto é identificar quais tarefas podem ser aceleradas sem transferir para a ferramenta a responsabilidade pela decisão final.
Pesquisar informações para uma apresentação, relatório ou reunião pode consumir horas. A inteligência artificial pode ajudar a organizar perguntas, resumir documentos e estruturar os principais pontos de uma pesquisa.
O profissional continua responsável por verificar as fontes, conferir dados e decidir quais informações realmente são relevantes.
Uma análise da Microsoft baseada em 200 mil conversas com o Copilot identificou que buscar informações e escrever estão entre as atividades profissionais mais procuradas pelos usuários.
E-mails, relatórios, atas, descrições de projetos e apresentações podem começar com um rascunho produzido por IA.
Em vez de começar com uma página em branco, o profissional pode fornecer contexto, objetivo, público e informações essenciais. A ferramenta gera uma primeira versão que será revisada posteriormente.
O cuidado está em não tratar o texto gerado como versão definitiva. Revisão humana continua necessária, principalmente quando há informações técnicas, jurídicas ou estratégicas.
Antes de uma reunião, a IA pode transformar documentos extensos em tópicos, organizar perguntas e sugerir uma pauta.
Depois do encontro, também pode ajudar a estruturar anotações em formato de resumo, decisões tomadas e próximos passos.
Esse tipo de uso é especialmente útil porque transforma uma atividade pouco estruturada em uma sequência de tarefas mais simples.
Planilhas e conjuntos de informações podem ser difíceis de interpretar quando o profissional precisa encontrar padrões manualmente.
Ferramentas de IA podem ajudar a identificar tendências, organizar categorias, sugerir perguntas e explicar determinados resultados em linguagem simples.
A análise, porém, deve ser validada pelo profissional, principalmente quando os dados influenciam decisões financeiras, comerciais ou de gestão.
A IA também pode funcionar como uma espécie de interlocutor antes de uma apresentação ou decisão importante.
O profissional pode pedir que a ferramenta faça perguntas difíceis, apresente possíveis objeções, identifique lacunas em um argumento ou sugira pontos que não foram considerados.
Nesse caso, o valor não está em deixar a decisão para a máquina, mas em ampliar o processo de preparação.
O Fórum Econômico Mundial aponta que IA e big data estão entre as habilidades que mais devem crescer em importância nos próximos anos, enquanto pensamento analítico, criatividade e aprendizagem contínua também aparecem entre as competências relevantes.
Quem quiser transformar esses usos em prática pode conhecer o Pré-MBA em IA da Saint Paul e EXAME, com quatro aulas práticas, online, por R$ 37.
A lógica é simples: quanto mais repetitiva, estruturada e verificável for uma tarefa, maior tende a ser o espaço para testar o uso de IA. Já decisões que envolvem contexto, responsabilidade, relacionamento e julgamento exigem participação ativa do profissional.
A pesquisa da Microsoft mostra que o uso da tecnologia no trabalho já está concentrado em atividades como informação, escrita, ensino e orientação, mas os efeitos variam conforme a profissão e a tarefa.