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Rio Bravo vende ativo corporativo para inquilino por R$ 77 milhões e mira novo ciclo de aquisições

Gestora vende ativo do fundo RCRB11 com prêmio sobre o valor de avaliação e reforça estratégia de concentrar investimentos em imóveis com maior influência na gestão

Gestora Rio Bravo (Rio Bravo/Divulgação)
Gestora Rio Bravo (Rio Bravo/Divulgação)
Pedro Gil

Pedro Gil

Editor do Exame INSIGHT

Publicado em 16 de julho de 2026 às 10:57.

Última atualização em 17 de julho de 2026 às 17:10.

A Rio Bravo concluiu nesta quarta-feira, 16, a venda do edifício Parquel Cultural Paulista, em São Paulo, para um dos locatários do edifício, em transação avaliada em R$ 77 milhões. A operação foi estruturada pelo fundo imobiliário Rio Bravo Renda Corporativa, negociado na B3 sob o código RCRB11.

A operação gerou lucro de R$ 10,9 milhões, correspondente a R$ 2,96 por cota, e foi fechada 16% acima do custo de compra e 15% acima do laudo de avaliação. “A venda reduz a exposição em imóveis nos quais o fundo possui uma menor participação no condomínio. Com isso, a gestão mantém o foco em adquirir prédios inteiros, percentuais mais relevantes ou até aumentar posição em imóveis em que o Fundo já é proprietário, para que possa ter mais influência nos condomínios e na gestão do empreendimento”, afirma Jaqueline Rodrigues, gerente imobiliária da Rio Bravo.

Tijolo por tijolo

Na Rio Bravo, a avaliação é que a posição no ativo já estava madura. A Taxa Interna de Retorno da operação foi de 9,7% a.a., ou IPCA + 3,7%, (desde set/2013) e 10% a.a., ou IPCA + 3,9% (desde dez/2019), dado que as lajes foram adquiridas em momentos diferentes e considerando o fluxo de caixa do ativo e os recursos obtidos com o desinvestimento. “O preço de venda é de R$ 15,3 mil/m², superior às vendas realizadas em prédios semelhantes padrão B ou BB na região nos últimos 18 meses”, comenta Jaqueline. “Esse retorno real expressivo em ambas as janelas considera uma boa atuação de ponta a ponta da gestão ativa: bom preço de entrada nas aquisições, fluxos de aluguéis constantes e otimizados e desinvestimento em valor competitivo”, adiciona.

A entrada do inquilino no negócio foi outra peculiaridade. A venda já estava alinhada para outro investidor intitucional, mas o exercício de Direito de Preferência foi acionado. “Foi um movimento bastante interessante de um inquilino querendo adquirir não só o seu andar de ocupação, mas também todos os demais conjuntos que estavam na transação” comenta Jaqueline.

A estrutura financeira da operação considera o pagamento de 100% em dinheiro, sendo 50% pagos em 15 de julho e os outros 50% pagos a prazo: R$ 6 milhões em até 4 meses (nov/2026); R$ 12,5 milhões em até 16 meses (nov/2027); e R$ 20 milhões em até 28 meses (nov/2028). A estrutura reforça o caixa de curto e médio prazos e mantém uma agenda de recebimentos futuros vinculada à operação.

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Pedro Gil

Pedro Gil

Editor do Exame INSIGHT

Jornalista com mais de 10 anos de experiência na cobertura de negócios e finanças. Passou pelas redações de Veja, onde foi editor da coluna Radar Econômico, e CMA. Contato em pedro-b.gil@exame.com

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