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Luciano Hang mira Paraguai e aguarda eleições no Brasil para definir ritmo de expansão da Havan

Empresário se reuniu com autoridades paraguaias e também considera o Uruguai. “A gente tem que estar muito ligado à hora de acelerar e à hora de frear", diz.

Plenário do Senado Federal durante sessão solene destinada à promulgação da Emenda Constitucional nº 139 de 2026, referente à Proposta de Emenda à Constituição nº 39, de 2022, que "altera o § 1º do art. 31 e o art. 75 da Constituição Federal para estabelecer os Tribunais de Contas como órgãos permanentes e essenciais ao controle externo da administração pública". 

Em destaque, à bancada, empresário Luciano Hang.

Foto: Carlos Moura/Agência Senado (Carlos Moura/Divulgação)
Plenário do Senado Federal durante sessão solene destinada à promulgação da Emenda Constitucional nº 139 de 2026, referente à Proposta de Emenda à Constituição nº 39, de 2022, que "altera o § 1º do art. 31 e o art. 75 da Constituição Federal para estabelecer os Tribunais de Contas como órgãos permanentes e essenciais ao controle externo da administração pública". Em destaque, à bancada, empresário Luciano Hang. Foto: Carlos Moura/Agência Senado (Carlos Moura/Divulgação)
Pedro Gil

Pedro Gil

Editor do Exame INSIGHT

Publicado em 4 de outubro de 2026 às 08:00.

RESUMO +

A varejista Havan tem o Paraguai como destino de sua expansão internacional, afirmou Luciano Hang ao EXAME Insight, sem prazo de inauguração ou investimento anunciado. A rede também considera uma operação no Uruguai e prevê abrir 15 lojas no Brasil em 2026, quando deve alcançar 203 unidades e faturamento de R$ 22 bilhões.

A Havan tem o Paraguai como destino para sua expansão internacional, segundo Luciano Hang. Em entrevista exclusiva ao EXAME Insight, durante o Melhores e Maiores da EXAME, o empresário afirmou que visitou o país neste ano e se reuniu com o presidente da República, ministros e deputados. A entrada ainda não tem prazo de inauguração nem investimento anunciado. “O Paraguai é um destino nosso”, disse Hang. A possibilidade de levar a rede ao país integra os planos de crescimento da varejista, que também considera uma operação no Uruguai. O empresário citou Montevidéu como uma alternativa às cidades de fronteira, próximas de regiões onde a Havan já atua no Brasil. “O Uruguai também pode ser, talvez não na fronteira, que a gente está muito próximo, mas quem sabe em Montevidéu”, afirmou.

Para 2026, ano em que a Havan completa 40 anos, Hang prevê 15 inaugurações, levando a rede a 203 lojas no Brasil, acima da meta inicial de 200 unidades. A projeção de faturamento é de R$ 22 bilhões, com cerca de 25 mil colaboradores.

O empresário avalia que ainda há espaço para ampliar a presença no Brasil. Ele acredita que o país comporta entre 300 e 400 lojas da Havan. A velocidade dessa expansão, contudo, dependerá do cenário político. Ao ser questionado sobre acelerar ou colocar o pé no freio em 2027, respondeu: “Depende das eleições”.

Hang afirmou perceber a mesma espera entre fornecedores da rede, incluindo empresas que trabalham na construção das lojas. Segundo ele, a Havan prevê produzir 365 mil metros quadrados de construção neste ano. “Depende do resultado, acelera, freia, dá ré”, disse. “A gente tem que estar muito ligado à hora de acelerar e à hora de frear.”

Preparação para os juros altos

Hang atribui a capacidade de manter os projetos à contenção dos investimentos e à redução do endividamento nos últimos quatro anos. Segundo ele, esse trabalho permitiu à Havan chegar ao atual período de juros altos com condições de financiar clientes e, em alguns casos, fornecedores. “Acabamos com a nossa dívida bancária, seguramos os nossos investimentos nos últimos quatro anos. Com isso, a Havan chega nessa época de crise e nós estamos tranquilos”, afirmou.

A Havan encerrou 2025 com receita bruta de R$ 18,34 bilhões, alta de 16,1% sobre o ano anterior, e lucro líquido de R$ 1,49 bilhão, crescimento de 17,8% e o maior resultado de sua história. A receita líquida chegou a R$ 13,69 bilhões, com margem líquida de 10,9%, ante 10,8% em 2024.

O Ebitda, indicador de resultado operacional, somou R$ 3 bilhões, avanço de 7,9%. O crescimento ficou abaixo da expansão das vendas, e a margem Ebitda recuou de 23,8% para 21,9%. A margem bruta também caiu, de 41,5% para 39,7%, com o custo das mercadorias crescendo mais rapidamente que a receita. Na frente financeira, a varejista reduziu a dívida bruta de R$ 869,5 milhões para R$ 546,2 milhões e terminou o ano com R$ 1,13 bilhão em caixa e aplicações financeiras. Assim, tinha caixa líquido de R$ 580,1 milhões.

'Perguntas frequentes'

A Havan vai abrir lojas no Paraguai? +

O Paraguai está nos planos de expansão internacional da Havan, segundo Luciano Hang. O empresário visitou o país em 2026 e se reuniu com o presidente da República, ministros e deputados, mas ainda não há prazo de inauguração nem investimento anunciado.

A Havan também pretende entrar no Uruguai? +

O Uruguai também é considerado pela Havan para uma operação internacional. Luciano Hang citou Montevidéu como alternativa às cidades de fronteira, próximas de regiões onde a varejista já atua no Brasil.

Quantas lojas a Havan pretende abrir em 2026? +

A Havan prevê 15 inaugurações em 2026, ano em que completa 40 anos. Com as novas unidades, a rede deve alcançar 203 lojas no Brasil, faturamento de R$ 22 bilhões e cerca de 25 mil colaboradores.

Quantas lojas a Havan pode ter no Brasil? +

O Brasil comporta entre 300 e 400 lojas da Havan, na avaliação de Luciano Hang. O empresário afirmou que o ritmo de expansão a partir de 2027 dependerá do resultado das eleições.

Como a Havan se preparou para o período de juros altos? +

A Havan conteve investimentos e reduziu o endividamento nos últimos quatro anos, segundo Luciano Hang. O empresário afirma que essa estratégia deu à varejista condições para financiar clientes e, em alguns casos, fornecedores.

Qual foi o faturamento da Havan em 2025? +

A Havan encerrou 2025 com receita bruta de R$ 18,34 bilhões, alta de 16,1% sobre o ano anterior. O lucro líquido atingiu o recorde de R$ 1,49 bilhão, crescimento de 17,8%, enquanto o Ebitda somou R$ 3 bilhões.

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Pedro Gil

Pedro Gil

Editor do Exame INSIGHT

Jornalista com mais de 10 anos de experiência na cobertura de negócios e finanças. Passou pelas redações de Veja, onde foi editor da coluna Radar Econômico, e CMA. Contato em pedro-b.gil@exame.com

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