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Gestora BM Partners vai além do M&A e mira R$ 2 bilhões em crédito e real estate

Casa já soma quase R$ 1 bilhão em mandatos nas novas verticais e prepara quatro fundos próprios para ampliar a atuação

Sócios da BM Partners: Daniel Pinheiro, Marcos Feldman, Roberto Sidi, Pedro Grzywacz, Samy Mesnik, Vinicius de Carvalho e Marcelo Dornelas (Divulgação/Divulgação)
Sócios da BM Partners: Daniel Pinheiro, Marcos Feldman, Roberto Sidi, Pedro Grzywacz, Samy Mesnik, Vinicius de Carvalho e Marcelo Dornelas (Divulgação/Divulgação)
Pedro Gil

Pedro Gil

Editor do Exame INSIGHT

Publicado em 10 de setembro de 2026 às 07:15.

Última atualização em 10 de setembro de 2026 às 18:13.

A BM Partners está ampliando a aposta para além do M&A. A casa quer estruturar cerca de R$ 2 bilhões por ano em operações de crédito e imobiliárias — duas verticais que já somam quase R$ 1 bilhão em mandatos em 2026.

A maior parte da meta está no real estate, com R$ 1,2 bilhão por ano. Em crédito, o objetivo é chegar a R$ 800 milhões. Os tíquetes, nas duas áreas, costumam superar R$ 50 milhões. O movimento aproveita uma relação construída nas duas pontas do M&A: com as empresas que precisam de capital e com os investidores que podem financiá-las.

Em crédito, a BM tem concentrado a atuação na estruturação e captação de FIDCs. As operações servem tanto para financiar o crescimento das empresas quanto para buscar maior eficiência tributária. A casa também trabalha na reorganização de dívidas e consolidação de garantias. Um dos maiores negócios já concluídos pela área foi uma captação internacional de US$ 330 milhões, fechada no início de 2025.

No imobiliário, a BM já estruturou mais de R$ 400 milhões em operações ligadas a empreendimentos com VGV potencial próximo de R$ 5 bilhões. Entre eles está um projeto com a Trisul, de aproximadamente R$ 900 milhões em VGV. A meta é chegar a R$ 10 bilhões em VGV de projetos viabilizados nos próximos anos. O pipeline da vertical já supera R$ 700 milhões.

Estruturação de fundos

A próxima etapa é ter veículos dedicados a essas teses. A BM ainda não possui fundos próprios em operação, mas trabalha na estruturação de quatro — dois de crédito e dois imobiliários. No real estate, as primeiras teses serão permuta e aquisição de estoques de incorporadoras. O primeiro fundo deve ter entre R$ 200 milhões e R$ 250 milhões. Para distribuir essas operações, a BM conta hoje com uma rede de cerca de 300 investidores, entre gestoras, bancos, family offices e pessoas físicas. A intenção é dobrar essa base nos próximos 12 meses.

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Pedro Gil

Pedro Gil

Editor do Exame INSIGHT

Jornalista com mais de 10 anos de experiência na cobertura de negócios e finanças. Passou pelas redações de Veja, onde foi editor da coluna Radar Econômico, e CMA. Contato em pedro-b.gil@exame.com

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